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Uma pesquisa realizada pela Universidade de Melbourne, na Austrália, prova que o sexismo não só existe, mas afeta a vida da mulher diariamente, e desde a infância. Os resultados foram impressionantes, mas nenhuma novidade para as mulheres. A pesquisa foi feita na Austrália, na Nicarágua, no Equador, no Paquistão e no Zimbábue e, de todas as entrevistadas, apenas 1% disse acreditar ser tratada com os mesmos direitos que os homens. De cada seis entrevistadas, cinco afirmaram serem valorizada só pela aparência.

A pesquisa “Sexismo diário, as visões das jovens mulheres sobre a desigualdade de gênero” foi patrocinada por duas ONGs australianas que lutam pelos direitos de meninas e adolescentes, “Our Watch” e “Plan International Australia”. Ao todo, 600 mulheres de cada país participaram do estudo.

No Paquistão, 53% das participantes acreditam que, se fossem do sexo masculino, teriam uma vida profissional melhor reconhecida. Dentro de casa, um terço afirma que o trabalho doméstico não é dividido igualmente entre homem e mulher. 51% do número total de entrevistadas disseram se sentir pressionadas para compartilhar fotos íntimas com homens. 62% delas acreditam sentir pressão para transar sem vontade.

Na contramão da má notícia, uma coisa boa: os cinco países adotaram em 2015 a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, proposta pela ONU. “Esta agenda é um plano de ação para as pessoas, para o planeta. Ela também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. Reconhecemos que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável”, explicou previamente a gerente de programas da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino.

 



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