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Finalmente a ciência confirmou uma antiga desconfiança: brincar de Barbie na infância pode, de fato, levar a problemas de auto-estima e imagem corporal. A conclusão é de um estudo publicado na edição de setembro da revista especializada “Body Image”.

Para o experimento, os pesquisadores dividiram meninas com idade entre 6 e 8 anos em dois grupos diferentes. No primeiro, as meninas brincaram com Barbies tradicionais — as esguias, de pernas longas, quilos de maquiagem e salto alto, e não as novas versões, mais realistas.

As crianças dos segundo grupo receberam bonecas da personagem do musical “Hairspray” Tracy Turnbald, de corpo bem diferente do da Barbie.

Um terceiro grupo ainda recebeu bonecas diferentes, que não eram nem Barbies e nem Tracys, mas também eram bem magrinhas ou bem gordinhas, vestidas de biquíni ou de roupas comuns.

Tanto as meninas que receberam as Barbies quanto as que receberam bonecas com corpos irreais, mas sem “marca”, apresentaram maior insegurança e insatisfação em relação ao próprio corpo do que as do grupo com bonecas mais “vida real”.

Num artigo publicado em 2014, no site Medical Daily, especialistas concluíram que, pelas proporções do corpo da Barbies, se ela fosse humana teria que andar em quatro apoios e não conseguiria segurar a própria cabeça em cima do tronco.

A chuva de críticas à boneca fez com que, recentemente, a Mattel anunciasse o lançamento de novos três tipos de corpos para a boneca: pequena, alta e curvilínea.



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