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O projeto americano The What’s Underneath (O que está por dentro) nasceu com o objetivo de retratar, em vídeos, histórias de aceitação de gênero. Cada semana eles contam a narrativa de uma pessoa que quebra barreira impostas há séculos pela sociedade.

No próximo episódio, a personagem será Grace Dunham, irmã da atriz e roteirista Lena Dunham. Ela não se identifica nem como homem, nem como mulher. “Carrego um peso quando o assunto em questão é identidade de gênero”, revela a escritora e poetiza de 24 anos.

 

Em vídeo, a jovem conta que sua agonia começou aos 17 anos, quando ela se declarou lésbica.  “Eu não sei se quero ser um homem. Não sei se quero tomar hormônios. Não sei se topo fazer cirurgia. Não sei também se sou mulher”, explica. “Quando vou descobrir isso afinal? Quando vou decidir?”.

Além da entrevista, a poetiza tira suas roupas enquanto conta detalhadamente sua caminhada intimista sobre aceitação de gênero. Ela revela ainda que sofre muito quando o assunto é o seu corpo, já que sofre de extrema baixa estima.

“Uma vez minha namorada me chamou de ‘lindo’. E pensei: me senti bem sendo chamada de lindo. O que isso significa?”, explicou em um vídeo liberado exclusivamente pelo Daily Mail. “É como se eu não soubesse se devo lutar contra esse sentimento ou aceitá-lo”, completou.

Eu acho que nesta fase da vida eu entro em crise sobre como me comunicar. Não sou mulher, mas não sou homem"
explica Grace.

O projeto
The What’s Underneath é um projeto criado por mãe e filha e retrata mulheres e homens que lutam todos os dias, internamente, com a aceitação pessoal de gênero. Os personagens se abrem diante às câmeras, relatando cada detalhe de sua intimidade sobre como se enxerga no espelho, enquanto vão se despindo de suas roupas, muitas vezes “não adequadas” ao gênero segundo a sociedade. Veja mais no Instagram do projeto.

“I met this person named Reina [Gossett], she’s amazing. She’s an activist, she’s trans, and has spent the last decade doing trans justice. The time that I met her, I just finished school and was so confused about what the hell to do. Who do I want to be? How do I want to be in the world? What matters to me? Do I want to be successful? What’s success? What will that actually give me? Sometimes to the point where I was like paralyzed on my bed, thinking, ‘There’s nowhere to go but here.’ The first times Reina and I hung out, some of the things that I said were accidentally transphobic. No one ever said to me, some women have penises, some men have vaginas. What does it mean to associate a body part with a way of being in the world? She understood that I was so pent up and badly needed a trans community and people in my life to help me turn over these stones. She was incredibly patient with me. Before I had understood it to mean a very clear binary journey. You are one thing, it’s not for you, you’re trapped in the wrong body, and you go to the other thing. Two options, and to be trans means to journey from one to the other. But trans can be this expansive, unwieldy way of being. I’m definitely trans. I’m accepting that I don’t have a name for myself and that uncertainty is a more accurate and freeing reflection of who I want to be.” To watch Grace’s journey, tap the link in our bio to sign up for your free trial of @fullscreen today. And to learn about the activist work Grace is doing for trans and gender non-conforming people who are currently incarcerated, check out support.fm!! Join the movement #WhatsUnderneath #supportfm

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