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Este sábado (1/10) marca no mundo todo o início do chamado Outubro Rosa. Mais do que colorir de pink fachadas de prédios e monumentos turísticos para todo mundo tirar foto por aí, a campanha tem endereço nobre: chamar a atenção para a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, o mais comum entre mulheres.

Só no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) prevê 57.960 novos casos para 2016. Até dezembro, ainda segundo o instituto, 14.206 brasileiras vão perder a vida por causa da doença. Se diagnosticado no início, a chance de cura chega a 95% – no entanto, o TCU estima que, em 2010, mais da metade dos casos detectados no SUS estavam já em estágio avançado, exigindo tratamentos mais agressivos.

Por isso, você pode até achar que é tudo lorota ou jogada de marketing, mas não custa nada se informar sobre a doença e espalhar a mensagem dentro de casa, para as amigas e familiares. Não sabe por onde começar? Metrópoles dá uma forcinha.

1. Compre produtos que ajudam as campanhas de prevenção
Talvez você não tenha condição de doar alguns milhões de reais a pesquisas e instituições dedicadas à cura e prevenção do câncer de mama, mas pode contribuir indiretamente na hora de repor os produtos do banheiro.

A Racco, por exemplo, se juntou à Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e vai destinar parte das vendas do seu sabonete íntimo até 21 de outubro à campanha Outubro Rosa. À venda nas revistas de venda direta da marca ou pelo site por R$ 27.

A Maybelline também entrou na onda, mas quem ganha, no caso é a consumidora mesmo. Até o dia 19 deste mês, quem gastar R$ 60 ou mais nos quiosques da marca pode escolher um brinde cor-de-rosa entre um gloss labial, um lápis ou um hidratante de boca. Quem gastar a partir de R$ 80 leva uma máscara One by One ou um batom.

Divulgação

2. Escute com atenção a sua amiga com câncer
Nem todo mundo vai querer ouvir sua opinião sobre perucas ou sobre qualquer coisa. Tem gente que vai preferir lenço. Tem gente que vai querer usar uma cor de cabelo por dia e tem gente que vai amar sair de careca ao vento na rua. Guarde a pergunta “por que você não usa peruca?” para você. A escolha é pessoal, e esses “pitacos” que você pode adorar às vezes irritam quem já tem muito mais com o que se preocupar.

3. Visite um mastologista
Tem gente que nem sabe, mas existe uma especialidade médica dedicada exclusivamente ao cuidado das mamas. A prevenção primária é feita no ginecologista, mas uma visita esporádica ao mastologista pode fazer bem. A doença é mais comum depois dos 50 anos e para mulheres com histórico familiar, mas não deixa de pegar de surpresa gente totalmente fora de qualquer estatística. Uma boa prevenção pode fazer a diferença.

4. Ou um médico, seja qual for
Segundo o oncologista Anderson Silvestrini, do Hospital Santa Luzia, o autoexame é uma ferramenta falha – ou tardia – pois a sensibilidade dos nossos dedos só consegue detectar nódulos maiores do que 1 cm, ou seja, grandes demais para se pensar em diagnóstico precoce. O ideal é aderir aos exames preventivos periódicos.

5. Previna-se
A primeira linha de prevenção do câncer de mama ainda é o exame do qual quase toda mulher reclama: a mamografia. Ainda de acordo com Silvestrini, há uma certa discussão sobre a recomendação dele a partir dos 40, dos 45 ou dos 50, mas a maioria dos países adota 40 como início, podendo ser feito antes em casos de câncer de mama na família, a cada um ou dois anos. Apesar de afetar jovens também, as estatísticas mostram que a incidência da doença aumenta com a idade, sendo rara em pessoas com menos de 30 anos.

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6. Saiba que há vida além da doença
Você não vive para o câncer nem é dependente dele. O tratamento pode variar de caso para caso – as quimioterapias não são iguais para todo mundo nem todo mundo vai precisar passar por radioterapia -, mas ele não precisa “derrubar” a paciente.

Embora a quimioterapia seja temida pelos efeitos colaterais como enjoos e sensação de fraqueza, há alternativas nas farmácias para contornar alguns deles e dar vida normal – ou pelo menos quase – para quem passa por ela. Se você tem dificuldade de fazer sexo por causa de ressecamento, por exemplo, um efeito comum da quimio, fale com o seu médico sobre o que pode ajudar no problema. Pergunte tudo, o tempo todo.



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