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O verão brasileiro está no auge. Pessoas do mundo todo invadiram o litoral do país e deixaram as roupas sociais de lado para desfilar de biquíni e sunga. Além de divertir, a praia e o calor também ajudam a proliferar doenças.

“A alta incidência solar, falta de higiene e de saneamento são os principais responsáveis pelo crescimento de intoxicações alimentares, otites, micoses e outras doenças que são mais incidentes nesta época do ano”, explica o infectologista José Ribamar Branco.

O médico reforça que temperaturas elevadas proporcionam condições ideais para a ocorrência de doenças principalmente virais. “Com isso em vista, tanto a higiene pessoal quanto alimentar merecem atenção redobrada nesta época do ano”, pontua.

Veja a lista de doenças mais comuns e as principais recomendações dos especialistas:

Intoxicação alimentar
Aproveitar o verão para ingerir comidas arriscadas na praia pode causar problemas gastrointestinais. Normalmente, a complicação é originada por conta da ingestão de comidas mal conservadas ou mal higienizadas e costumam provocar náuseas, diarreias e vômitos. “Uma dica para se prevenir é consumir vegetais, carnes e peixes crus somente em locais confiáveis”, completou o infectologista.

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Insolação
Pegar um solzinho no verão, em horários inadequados, pode ser fatal. A insolação ocorre por exposição prolongada a ambientes quentes e secos, envolvendo geralmente contato direto com a luz solar, provocando mal-estar, febre alta, pele avermelhada e seca, pulsação acelerada, falta de ar, enjoos, tonturas e possíveis desmaios. Para evitar o desconforto, especialistas recomendam tomar cerca de três litros de água por dia e aplicar protetor solar antes de se expor ao sol, de preferência com a pele seca.

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Desidratação
Nestes casos, o corpo perde, de forma excessiva, líquidos e sais minerais – mais de 2,5 litros de água por dia – por meio da saliva, suor, urina e fezes. Isso pode acontecer por meio de transpiração excessiva, diarreia ou vômitos. Quando desidratada, a pessoa sente sede intensa, fica com os olhos, mucosas e boca secas, passa longos períodos sem urinar e aumenta a irritabilidade. “Para evitar o problema, é importante consumir muito líquido, alimentos leves, vestir-se com roupas frescas e ficar, preferencialmente, em ambientes com sombra e arejados”, explica Branco.

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Micoses
A pele úmida e o calor são aspectos que favorecem os micro-organismos que causam micose, principalmente em áreas de dobras como axila, virilha e entre os dedos. “As partes afetadas são geralmente as mais quentes e úmidas, uma vez que oferecem as condições ideais para a reprodução dos fungos. O verão favorece este processo, pois a temperatura corporal tende a aumentar e expõe-se mais a ambientes molhados”, comenta o ginecologista e diretor da clínica Doktor’s, Luiz Fernando Carvalho. Uma forma de evitar o problema é manter todas as dobras do corpo higienizadas e secas, não compartilhar toalhas e calçados com terceiros, não vestir sapatos fechados em dias muito quentes e não andar descalço em ambientes públicos.

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Otite
Os ouvidos também sofrem com os efeitos do verão. Mergulhos no mar ou piscina podem entupi-los de água e favorecer inflamações ou infecções. Para não correr o risco, especialistas recomendam retirar o excesso de água da região, movimentando levemente a cabeça em direção aos ombros. Outra alternativa, de acordo com Carvalho, é utilizar protetores especiais vendidos em lojas de artigos esportivos.

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Conjuntivites, alergias e lesões oculares
Deixar os olhos muito expostos ao sol é perigoso e costuma danificá-los. Há casos de desenvolvimento de catarata que, em grau avançado, leva a cegueira. É preciso ter atenção, pois, protetores solares e cosméticos em contato com os olhos, podem desenvolver alergias oculares. A oftalmologista Christine Lanssoni da Oftalmed alerta que, no verão, os cuidados com os olhos devem ser redobrados. “A aglomeração de pessoas em piscinas, praias e locais fechados pode gerar conjuntivite infecciosa. O contágio ocorre pelo contato direto de vírus e bactérias com os olhos, principalmente levados pelas mãos”, afirma. Ela pontua a importância de lavar as mãos com frequência e evitar colocá-las nos olhos. Além disso, reforça que, em qualquer dos casos, é recomendável procurar um médico e não se automedicar.

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