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Há quinze anos ela circula pelo Brasil e o mundo desvendando tendências e desbravando mercados. Ex-RP de moda, Kelly Lobos é a idealizadora de projetos que ganham o País a cada temporada: os festivais Brunch Weekend, Burger Fest e Sanduweek são os cases mais conhecidos. “O conteúdo de gastronomia se tornou uma plataforma tão importante quanto moda, arte e design”, avalia.

Atenta aos bastidores da cena gourmet nacional e de olho em Brasília, a proprietária da agência KRP falou ao Metrópoles sobre o hype dos eventos ao ar livre, suas apostas para 2017 quando o assunto é gastronomia e seu radar na capital.

“As pessoas buscam novas experiências e os eventos live com food trucks permitiram isso. Deram um maior acesso ao chef que antes ficava escondido na cozinha. Possibilitaram um convívio social diferente de comer numa mesa com um serviço tradicional.  Acho que o momento do food truck já passou, mas serve como aprendizado para a próxima onda”, indica Kelly.

Dentro as novas tendências, a consultora acredita que as feiras de produtos artesanais de pequenos produtores terão destaque dentre suas apostas para 2017. “As feiras de alimentos orgânicos, onde é possível experimentar novos sabores, são a nova realidade. No exterior, elas bombam e torço para que esse movimento migre com qualidade para o Brasil”, diz.

Os momentos de consumo que envolvem drinks e a coquetelaria são a outra grande aposta de Kelly. “Nós conhecemos muito do universo dos vinhos e das cervejas artesanais nos últimos anos. Há uma infinidade de ingredientes brasileiros que podem ser usados em coquetéis e vejo que há marcas estabelecidas no mercado brasileiro que têm interesse em oferecer novas oportunidades de consumo de drinks ao consumidor”, dispara.

Capital gastronômica
Além disso, Kelly acredita que o Distrito Federal está atraindo olhares da industria. “Brasília é um ponto de muita curiosidade para o resto do país. A cidade cresceu muito nos últimos anos e todos do mercado de gastronomia acompanham essa evolução com ótimos olhos. A chegada de grandes grupos como Fasano, Rubaiyat; o desabrochar de chefes locais; o desenvolvimento de marcas brasilienses; o aproveitamento da cultura do cerrado. É uma praça com potencial riquíssimo”, avalia.

Sobre o brasiliense, ela admite que tem altas expectativas e que se prepara para desembarcar com força na capital. “No meu entendimento é um consumidor antenado, viajado, aberto à experiências gastronômicas, engajado e com alta qualidade no sentido de curtir novidades”, avalia. “Brasília tem tudo para ver sua cozinha brilhar e acho que será muito em breve devido as iniciativas autorais que a cidade têm revelado”, conclui.

Quem é Kelly?
Foi com Helena Rizzo, ex-modelo e atual chef do badalado Maní, em São Paulo, que Kelly começou sua relação com a gastronomia. Ela conta que logo no início de sua agência de relações-públicas especializada, o segmento não ostentava o status que carrega hoje. “As pessoas achavam que era louca”, lembra. Mas timing é tudo. “Chefs, restaurantes e bares não despertavam interesse há 15 anos, mas isso mudou rapidamente”, analisa, com a sagacidade de quem não poderia ter feito aposta melhor.

Amanhã e dia de @brunchweekend | LAST DAY | este aqui é do @sweetshop_br | ✨✨✨?

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No auge do business, Kelly atendeu cafés, bares, restaurantes, padarias, baladas e chegou a lançar 200 operações como P.J. Clarke’s, Dalva e Dito, de Alex Atala, além dos grupos Fasano, Capim-Santo, Pobre Juan e o chef Benny Novak (Ici Bistrô, Ici Brasserie).

Há quatro anos, prevendo a nova movimentação do mercado, ela decidiu reformular seu negócio e encerrar a atividade de assessoria. Hoje dirige uma plataforma de live marketing e atua como fomentadora do setor através de festivais gourmets que atraem novos clientes e mídias para as casas a cada edição.



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