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Comprar um protetor solar facial, muitas vezes, requer um bom investimento. E quando mesmo após desembolsar um valor alto pelo produto, ele não entrega o prometido? A Proteste Associação de Consumidores divulgou, nesta segunda-feira (28/11), um levantamento denunciando que metade das fórmulas para o rosto e que foram testadas não teve o desempenho esperado, com proteção inferior a indicada nas embalagens.

Das dez marcas levadas ao laboratório para testar a eficácia Sundown, L’Oreal, ROC, Sunmax e La Roche Posay não apresentaram o FPS que constam dos rótulos dos produtos. “O consumidor é prejudicado, pois paga o preço proporcional ao Fator de Proteção Solar (quanto mais alto o FPS, mais caro), não tem acesso à informação correta e está menos protegido dos efeitos dos raios solares”, ressaltou, em nota, a instituição.

Proteste/Divulgação

 

O La Roche Posay tinha 42% a menos do que o indicado de fator de proteção solar (FPS). A metodologia indicada na norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite uma variação de até 17% em relação ao que é informado na embalagem, mas os outros quatro protetores (Sundown, L’Oreal, ROC e Sunmax) também tinham diferença acima desse percentual.

A Proteste também avaliou a proteção UVA dos produtos. Desde 2012, as empresas que fabricam a loção são obrigadas a cumprir uma nova exigência da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária). A legislação brasileira determina que, nos filtros solares, a proteção UVA deve ser um terço do FPS.

Ou seja: um protetor com FPS 60 precisa ter proteção UVA igual a 20, no mínimo. O protetor da L’Oreal foi considerado ruim por apresentar 26% do FPS rotulado no lugar dos 33% exigidos para UVA.

Preocupada com os resultados do teste, a instituição solicitou aos fabricantes dos produtos com FPS inferior ao indicado que corrijam a informação nos rótulos dos protetores solares. Também pediu à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, que obrigue as empresas a fazer um recall desses protetores. Os fabricantes teriam que comunicar a quem os adquiriram que o FPS é inferior ao informado no rótulo.

 

Joelson Miranda/Metrópoles

Em nota, a L’Oréal questionou os resultados do levantamento da Proteste Associação de Consumidores. Segue o posicionamento da empresa:

A L’Oréal refuta, de forma absoluta, os resultados apresentados pela Proteste e desconhece os critérios utilizados na realização dos testes em protetores solares conduzidos por esta entidade. O Grupo e suas marcas La Roche-Posay e L’Oréal Paris não foram informados sobre o laboratório no qual foram feitos esses testes, tampouco as condições e os resultados detalhados dos mesmos.

A L’Oréal reafirma seu compromisso com a saúde da população brasileira e fornece produtos seguros e de alta eficácia. Todos os testes de nossos produtos solares – em particular os referentes a segurança e eficácia – foram analisados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme regulamentação sanitária vigente.

Ao contrário da Proteste, a L’Oréal apresenta, com total transparência, as análises feitas por laboratórios independentes e de reconhecimento mundial, utilizando as metodologias ISO 24444:2010 (FPS) e ISO 24442:2011 (PPD).

Os testes dos produtos Anthelios XL Fluide FPS 70 (La Roche-Posay) e Solar Expertise Invisilight FPS 50 (L’Oréal Paris), que foram feitos nos laboratórios Dermscan, IEC France e Poland Dermscan, apresentam resultados absolutamente divergentes dos informados pela Proteste, conforme abaixo:

Resultados:
– Anthelios XL Fluide FPS 70
(testes realizados pelo Laboratório Dermscan):
FPS = 85,4
UVA: 44,5
– Solar Expertise Invisilight FPS 50
(testes realizados pelos Laboratórios IEC France e Poland Dermscan):
FPS = 58,9
UVA: 23,2



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