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O balanço da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal (SSP-DF), divulgados na tarde desta terça-feira (5/9), demonstrou um aumento nos estupros registrados na capital do país. O maior crescimento foi de casos que têm menores de 14 anos, os chamados vulneráveis, como vítimas.

Em agosto de 2016, as autoridades locais foram comunicadas de 63 estupros, contra 82 no mesmo período de 2017. É como se a cada dia do último mês tivessem sido registrados quase três casos de violência sexual nas cidades do DF. O número representa um acréscimo de 30,2% no total de ocorrências em agosto deste ano em relação ao mesmo mês de 2016.

Os chamados estupros de vulneráveis – praticados contra crianças e adolescentes de até 14 anos – também aumentaram. Foram 38 casos em agosto de 2016 e 56 no mês passado: crescimento de 47,3% no total registrado. Em 96% das ocorrências, as pequenas vítimas foram atacadas em locais fechados, especialmente dentro de casa (78% do total).

Em 98% dos casos de estupro de vulnerável, os responsáveis pela violência são conhecidos ou parentes das vítimas"
Eric Seba, diretor da PCDF

Durante a apresentação dos dados de criminalidade, no entanto, representantes da SSP-DF e da Polícia Civil (PCDF) ressaltaram que houve diminuição da violência sexual ocorrida de fato em agosto: os casos caíram de 49 para 44 (redução de 10,2%). Segundo explicaram, essa diferença ocorre porque nem sempre o estupro é registrado imediatamente após ser cometido; às vezes passam semanas ou até meses até que as vítimas comuniquem o fato.

Este é o segundo mês consecutivo em que os casos de estupro apresentam aumento em 2017. Em julho, foram registradas 71 ocorrências (9,2% a mais do que julho de 2016), sendo que 44 casos ocorreram ainda naquele mês. Até julho deste ano, a SSP/DF já computava 466 registros de violência sexual no DF.

Menos mortos de forma violenta
Para as autoridades locais, a boa notícia é a redução nos casos de mortes violentas. Os homicídios passaram de 32 no mês passado contra 48 no mesmo período do ano anterior (queda de 33,3%): o total de vítimas baixou de 51 em 2016 para 32 neste ano. As mortes no trânsito apresentaram redução de 18%: foram 23 casos em agosto último e 28 no mesmo mês de 2016.

Já os latrocínios caíram pela metade, de seis para três ocorrências (ou de seis para três vítimas). No entanto, um desses crimes registrados neste ano chocou o brasiliense e espalhou sensação de insegurança pelo DF – o assassinato da analista do Ministério da Cultura e mestranda da Universidade de Brasília (UnB) Maria Vanessa Veiga Esteves, esfaqueada após ser abordada por dois criminosos. O crime ocorreu no dia 8 de agosto, por volta das 23h, na quadra 408 Norte (veja vídeo abaixo).

 

As tentativas de homicídio, por sua vez, aumentaram 8,1%. De 74 casos em agosto de 2016 para 80 no mesmo período de 2017. “O fato de a tentativa não se materializar passa pela ineficácia. Muitos casos foram com armas brancas, e não armas de fogo, mas ainda não temos uma resposta exata para esse aumento”, destacou o secretário de Segurança, Edval Novaes.

Roubos em queda
Os crimes contra o patrimônio também tiveram declínio. No mês analisado, o total de ocorrências regrediu de 5.358 (em 2017) para 4.812 (agosto/2017), uma queda de 10,2%. Entram nessa estatística os casos de roubos a pedestres, em comércios, residências e transporte coletivo, entre outros.

A apresentação dos dados de criminalidade referentes a agosto contou ainda com as presenças do chefe do Estado Maior, da PMDF, coronel Ricardo Yamasaki; do diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos, e do diretor-geral do Departamento de Trânsito, Silvain Fonseca. Também participaram representantes de outras instituições do Governo do Distrito Federal que atuam conjuntamente com a área de Segurança no programa Viva Brasília – Nosso Pacto Pela Vida.

 

 

 

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