*
 

Aos 17 anos, Leonardo Lessa tem hobbies pouco comuns para um adolescente. No pouco tempo livre de que dispõe, ele gosta de ler livros científicos, fazer desafios de cálculo e resolver questões de física e química de nível superior.

Há pouco mais de dois anos, era calado, tímido e retraído. Por curiosidade e incentivo da escola, se inscreveu na Olimpíada Brasileira de Física (OBF). O resultado? Foi aprovado nas três fases regionais e ainda conseguiu medalha de ouro na etapa nacional da competição.

A colocação permitiu que o estudante passasse à frente de outros 200 mil adolescentes e disputasse a Olimpíada Internacional de Física (International Physics Olympiad – IPhO). Em julho deste ano, representou o país no mundial, que aconteceu em Zurique, na Suíça. Com medalha de bronze, foi o primeiro jovem do DF a participar do torneio.

Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Leonardo Lessa, aluno do Leonardo da Vinci, destaque na Olimpíada Internacional de Física

 

Agora, desenvolto e com uma bagagem repleta de experiências, Lessa conta como alcançou o nível internacional em uma área do conhecimento considerada como uma das mais complexas. “Eu não participei de nenhuma etapa para conseguir ranking. Fazia pelo desafio”, disse.

Arquivo pessoal

Leonardo Lessa durante a Olimpíada Internacional de Física (IPHO), na Suíça

O pai, Boris Lessa, comemora as conquistas do filho e atribui os resultados ao esforço pessoal de Leonardo e ao apoio e estrutura oferecida pela escola, a mesma onde cursou o ensino médio, nos anos 70.

“O colégio ajudou muito, os professores são muito competentes. Além disso, a filosofia da escola estimula o aluno a ir mais longe”, completa.

Quem também coleciona excelentes resultados é Mateus Berardo, de 17 anos (foto em destaque). Há três anos, ele vem conquistando medalhas nas olimpíadas brasileiras de física, química e robótica, além da Maratona de Engenharia. Foram sete no total.

“Desde pequeno, eu sempre gostei mais das disciplinas exatas. Por isso, venho construindo toda minha trajetória em cima disso. O meu objetivo agora é cursar engenharia mecatrônica na UnB”. Para exercitar o aprendizado, atualmente, ele dá aula de reforço para outros colegas.

Uma escola com rotina de medalhas

O que os dois adolescentes têm em comum? Além do amor pelas exatas, eles estudam na mesma escola: o Centro Educacional Leonardo da Vinci.

A coordenadora pedagógica do ensino médio da unidade de Taguatinga, Beatriz Batista, explica que a participação nas competições é uma forma de estimular os alunos ao estudo fora de sala de aula. “Nós oferecemos cursos extras para incentivá-los, disponibilizamos os melhores professores e damos todo o suporte necessário”.

Segundo ela, a filosofia do colégio é fazer com que os alunos transformem os estudos em uma rotina diária.

“Procuramos ensiná-los a prestar atenção ativamente, anotando informações, revisando e buscando formas de tornar o estudo algo prazeroso. O resultado é que, quando chegam as provas, eles não precisam se desesperar”. "
Beatriz Batista, coordenadora pedagógica

O estímulo vem dando certo. Este ano, a escola teve 147 estudantes classificados para a segunda fase da etapa regional da Olimpíada de Física, que é destinada a alunos da 2ª série do ensino médio. Outros 47 conseguiram vaga na 3ª fase, que acontece no próximo ano.

Na Olimpíada de Química, os alunos do ensino médio conquistaram 18 medalhas no total, sendo uma de ouro, nove de prata e oito de bronze.

Foto: acervo pessoal

Aos 15 anos, Tito já participou de seis olimpíadas científicas

Entre essa nova geração de competidores e medalhistas, está João Tito do Nascimento, o Tito, 15 anos. Na primeira série do ensino médio, já participou de seis olimpíadas científicas diferentes: três de física, duas de química, uma de matemática e uma de biologia. Conquistou duas medalhas de bronze em física e matemática e uma de prata em química.

Tito garante: depois que começou a participar das disputas, fazer as provas da escola ficou muito mais fácil.

“Quando eu me preparo para as Olimpíadas, eu reviso todo o conteúdo que aprendi na sala. Além disso, é um estímulo muito grande para continuar estudando e me aprofundar os conteúdos”, afirma.

Enem, vestibular e PAS

O Leonardo da Vinci não reúne bons números apenas nas competições científicas. A quantidade de aprovações na UnB e Enem também chamam a atenção. No PAS/UnB 2015/2016, os alunos da escola ocuparam o primeiro lugar em 19 cursos diferentes. Entre eles, engenharia química, veterinária, ciências sociais, física, engenharia civil, química e nutrição.

Camila de Lima Alves faz parte desse time. No ano passado, foi aprovada em 1º lugar em medicina veterinária e agora, aos 19 anos, já cursa o segundo semestre. Também conquistou vaga pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o mesmo curso na UFRGS, mas optou por continuar em Brasília.

Giovanna Bembom/Metrópoles

Camila Lima foi aprovada em 1º lugar no PAS/UnB 2015/2016 para medicina veterinária

 

Ao contrário de muitos jovens, Camila não perdeu noites de sono para ingressar na universidade pública. “As aulas do Leonardo já são focadas no Enem e no PAS, então, ao estudar para as provas da escolas, eu já estava me preparando para o vestibular”.

 

Centro Educacional Leonardo da Vinci

Unidade Sul
Avenida W/4 SEP/SUL – Quadra 703, Conjunto B – Asa Sul
(61) 3226-6703

Unidade Norte
SGAN 914, Conjunto I – Asa Norte
(61) 3340-1616

Unidade Taguatinga
QS 03, Rua 420, Lote 02, Pistão Sul – Taguatinga
(61) 3351-0606

 

 


 

COMENTE

Educaçãoensino médio
comunicar erro à redação