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Lilian Tahan

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Feliz Páscoa. Cada coração tem o poder de ressuscitar boas lembranças

Lilian Tahan
 

Sempre achei exageradamente metafórica essa história de levar as pessoas de quem gostamos no coração. A gente carrega nossos filhos no ventre. Depois, no colo. E, então, nossas mãos se entrelaçam formando o elo mais confortável que existe. Tudo tão físico, palpável.

Assim também funciona com todos aqueles que formam nossa rede de proteção e fazem tudo ter sentido. Mas, e quando não podemos mais estar perto de alguém que a gente tanto gosta?

Adoro paisagens. Quando viajo de trem, sinto como se tivesse comprado entrada para o maior espetáculo da terra, com cenários riquíssimos que só a natureza é capaz de exibir.

Para mim, tão bom como provar essa sensação é dividir a experiência com as pessoas que amo. Observar suas reações, se sentem o mesmo que eu. Funciona também para uma comida gostosa, um bom papo, uma bebida diferente, as piadas e as novidades.

Sempre achei que as viagens são como um menu degustação do que a vida tem de mais apaixonante. Então, quanto mais pessoas queridas para dividir essa alegria, melhor. Um dia, os braços eram poucos para guiar, acudir, ciceronear tantos amores por aí pelo mundo. Agora, há menos companhias tão queridas e os braços ficaram saudosos dos abraços que fazem tanta falta.

Foi quando comecei a levar muito a sério aquilo que me soava clichê: “Leve quem está faltando em seu coração.” Assim tem sido. Sempre carregarei meus amores comigo.

Procure levar os seus contigo. Estarão por perto, todas as vezes que houver sintonia. Eis um dos poderes da ressurreição. Feliz Páscoa!

 
 


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