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Moradores da Rua 1 de Vicente Pires reclamam que as obras de pavimentação no local foram paralisadas há uma semana, deixando ruas de terra sem cobertura. A situação tem trazido transtornos aos residentes, que são obrigados a desviar de buracos nas pistas além de conviver com a poeira constante.

Segundo Pedro Benevides, síndico de um dos condomínio da região, as obras começaram em julho, quando a empresa contratada pelo Governo do Distrito Federal, a JM Terraplanagem e Construções, retirou os bloquetes das ruas para a instalação do sistema de drenagem pluvial.

“Eles disseram que as intervenções ajudariam a acelerar o processo de regularização, que deve ocorrer até o próximo ano. Mas, desde a semana passada, pararam as obras e ficamos desse jeito”, conta Pedro Benevides. No conjunto residencial dele, há mais de 200 moradores, e outros condomínios estão na mesma situação.

O síndico relata que tentou contato com a empresa responsável e recebeu a resposta de que o GDF não teria repassado o valor previsto para o período, resultando na suspensão das atividades no local. À reportagem do Metrópoles, entretanto, a companhia JM informou que não se pronunciaria sobre o caso.

Arquivo Pessoal/ Reprodução

Antes de obras, condomínio tinha ruas de bloquetes

 

Em resposta aos questionamentos dos moradores, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sinesp) informou que as obras da Rua 1 de Vicente Pires, sob responsabilidade da empresa JM, foram, de fato, paralisadas, mas devem ser retomadas em breve, mas não estipulou um prazo.

“A drenagem da rua já foi realizada pela empresa. Neste momento, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) está fazendo o rebaixamento das adutoras de água. Depois de concluído esse serviço, a pista estará livre para a realização do serviço de pavimentação por parte da JM”, informou, em nota, a pasta.

A secretaria acrescentou ainda que “as empresas estão orientadas a não deixar frentes de obras incompletas. Caso as obras não sejam retomadas, as empresas responsáveis poderão sofrer sanções”.

Ainda segundo a Sinesp, a JM recebeu R$ 830 mil do governo de Brasília, de um total de R$ 7,2 milhões. Quanto ao pagamento, o órgão afirmou que grande parte dos recursos está em análise na Caixa Econômica Federal, dentro dos prazos normais estabelecidos pelo banco, para que sejam posteriormente liquidados.
 

 

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