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A desativação do Posto Comunitário de Segurança (PCS) da Praça do Compromisso, na 703/704 Sul, provocou uma manifestação de moradores da região nesta segunda-feira (20/3). Cerca de 30 representantes do Conselho Comunitário da Asa Sul (CCAS) e do movimento Moradores Juntos pelas 700 Sul se reuniram no local para protestar contra o fechamento da unidade e pedir que o local volte a funcionar 24 horas.

Várias escolas e faculdades estão nas redondezas da praça. Com o fechamento do posto, os moradores temem o aumento de crimes no local, que recebe grande fluxo de pessoas.

A advogada Michele Paula Fernandes, 39 anos, reclama que a população não foi comunicada sobre a desativação do PCS. De acordo com ela, desde que os postos começaram a ser fechados no DF, o horário de funcionamento da unidade caiu de 24 horas para 12 horas (das 7h às 19h). Na última quinta-feira (17), encerrou o expediente de vez.

“Se a população acha que o posto tem que funcionar, quem é a polícia para fechá-lo?”, questiona a moradora. Os moradores organizaram um abaixo-assinado que conta com mais de mil assinaturas pedindo a reabertura da unidade e a volta do policiamento por 24 horas.

“Vamos aguardar uma resposta da Polícia Militar. Se nada for feito, vamos entregar o abaixo-assinado ao governador”, afirma Michele. Durante o governo de José Roberto Arruda foram gastos R$ 18 milhões para a construção de 131 unidades. Quarenta e seis delas já foram alvos de vandalismo.

A universitária Beatriz Borges, 20 anos, estudante de enfermagem em uma faculdade particular da 704 Sul, conta que já foi assaltada na parada de ônibus da Praça do Índio. “Por volta das 19h, levaram meu celular. Tentei ir atrás do ladrão, mas ele se escondeu entre as casas”, lembra a jovem.

Mesmo diante da insatisfação dos moradores, a Polícia Militar do Distrito Federal afirmou não haver previsão nem para reabertura do posto da 703/704 Sul, nem de dar outra destinação para o espaço. Em resposta à reclamação de não ter notificado os moradores, a PMDF disse que “não há nenhum dispositivo legal que imponha essa obrigação”.

A corporação disse que o patrulhamento na região continua sendo 24 horas por dia e que o planejamento operacional do Batalhão responsável pela área “decidiu priorizar o policiamento com viaturas e motocicletas” para atender as ocorrências com mais agilidade e rapidez e com maior abrangência.

 

 

 

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