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Moradores do Lago Sul que foram alvo das ações de desocupação da Orla do Paranoá denunciam que a demora do GDF em ocupar as áreas e dar uma destinação ao uso das margens tem contribuído para a presença de invasores no local, considerada uma das regiões mais nobres do Distrito Federal. Fotos divulgadas mostram barracas montadas, varais, usuários de drogas e até pessoas fazendo suas necessidades em restos de quadras e churrasqueiras que foram demolidas pelos tratores da Agência de Fiscalização (Agefis).

Os registros foram feitos nas regiões da QL 14 do Lago Sul, próximo ao Parque da Asa Delta, e na QL 8. Segundo os moradores, as festas nos locais são frequentes. “Dezenas de pessoas estacionam o carro em lugar proibido, vêm com cachorro, botijão de gás, fazem fogueira, tudo em área de proteção. Isso sem contar o alto número de usuários de drogas que aproveitam que não há qualquer policiamento no lugar”, relata a empresária Sabrina Estrela.

Os muros, cercas e equipamentos de lazer erguidos na faixa de até 30 metros do espelho de água até os lotes residenciais começaram a ser derrubados em agosto de 2015.

No último dia 22/8, a Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF deferiu uma liminar suspendendo as obras de asfaltamento na orla. Alvo de polêmica entre os moradores da região, o projeto de revitalização iniciado nas QI 12 e 14 do Lago Sul contempla a pavimentação de uma ciclovia, além de outras benfeitorias.

Na decisão — que cabe recurso —, há ainda um item que obriga o GDF a apresentar previamente à Justiça qualquer projeto de construção destinado à orla do lago.

 

 

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