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Após reunião com ministros e embaixadores de países importadores de carne brasileira, na tarde deste domingo (19/3), o presidente da República, Michel Temer (PMDB), tentou amenizar os impactos da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira (17). Em seu pronunciamento à imprensa, Temer fez questão de garantir a qualidade da carne brasileira. Tanto que, ao encerrá-lo, convidou ministros e autoridades estrangeiras para “saindo daqui, irmos todos a uma churrascaria”.

Pouco depois, o presidente, ministros de Estado e embaixadores de países que compram o produto brasileiro degustavam um rodízio de carnes, na churrascaria Steak Bull, no Setor de Clubes Sul, área nobre da capital. O local costuma cobrar R$ 119 por rodízio, sem contar o valor das bebidas. A reserva foi feita pela própria equipe do Palácio do Planalto por volta das 17h45.

A casa é famosa por oferecer cortes nobres de carnes, com origem brasileira e também importadas da Argentina, Austrália e Estados Unidos. Segundo nota do Planalto, na ocasião foram servidas apenas carnes brasileiras.

Apesar de a Operação Carne Fraca ter sido deflagrada pela Polícia Federal, o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, acompanhou o grupo. Uma ausência foi sentida, no entanto: a do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Ao final do churrasco deste domingo, um sorridente Michel Temer posou para fotos com os funcionários do estabelecimento.

“Desvio de conduta”
Antes da ida à churrascaria e depois da reunião com os embaixadores, o presidente Temer fez um pronunciamento, no qual tratou os casos investigados na Operação Carne Fraca como “desvio de conduta” de alguns funcionários de frigoríficos e dos órgãos de fiscalização. Michel Temer ressaltou que, das mais de 4 mil unidades produtoras de carne no Brasil, apenas 21 estão sob investigação, sendo três frigoríficos fechados pela polícia.

Em seu pronunciamento, Temer anunciou a criação de uma força-tarefa para fiscalizar os frigoríficos que entraram na mira dos investigadores. “Decidiu-se acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação”, disse. “Três dessas unidades foram suspensas, e todas as 21 serão imediatamente colocadas sob regime especial de fiscalização, a ser conduzida pela força-tarefa do Ministério da Agricultura”, declarou.

 

Segundo a PF, os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para vendê-las. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

Os internautas não perdoaram a declaração do presidente. Veja reação nas redes sociais:

 

(Com informações de agências)

 

 

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