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Dois homens supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram executados, na tarde deste domingo (8/1), em Capitan Bado, na fronteira do Paraguai com o Brasil. Ao lado dos corpos, foram encontradas toucas ninja e um botijão de gás, objetos indicativos de que as vítimas eram ligadas a organizações criminosas. O Ministério Público paraguaio investiga possível ligação dos crimes com a disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas na região.

As vítimas foram identificadas como os brasileiros Jofer Jeferson Dales, o Branquinho, e Raúl Torales Portillo do Amaral. Eles foram executados com tiros na cabeça na fronteira entre o Paraguai e a cidade brasileira de Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul. Os corpos foram encontrados numa plantação de soja, ao lado de munição e dos objetos deixados como uma espécie de aviso pelos executores.

É a terceira execução na região da fronteira neste fim de semana. Na tarde de sexta-feira (6/1), um advogado que tinha entre clientes supostos integrantes da facção foi assassinado na cidade de Pedro Juan Caballero, também na fronteira.

Desde o atentado que matou o megatraficante Jorge Rafaat Toumani, em junho de 2016, em Pedro Juan, a região já registrou mais de trinta mortes por execução. O assassinato de Rafaat, que comandava o tráfico na fronteira, teria sido arquitetado pelo PCC.

O advogado Elenio Manuel Acosta Gonzales, de 54 anos, foi atacado em seu carro na Rua Dois de Maio, no bairro Obrero, em Pedro Juan. Os criminosos, que estavam em motocicletas, dispararam ao menos 15 tiros de pistola 9 mm. Gonzales foi atingido por dez disparos e morreu na hora. Ele era inscrito na associação de advogados do Paraguai e o crime chocou a classe.

 

 

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