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O ex-primeiro-ministro português António Guterres está muito perto de ser o novo secretário-geral das Nações Unidas. Nesta quarta-feira (05/10), o nome dele foi indicado pelo Conselho de Segurança e necessita agora ainda da aprovação pela Assembleia Geral, o que deverá acontecer em alguns dias.

Guterres ficou à frente dos demais nove candidatos restantes e não recebeu nenhum veto na sexta votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, para eleger o sucessor do diplomata sul-coreano Ban Ki-moon, cujo mandato se encerra no fim deste ano. Após ser informado do resultado, o português declarou que se sente “honrado e feliz”.

O Conselho de Segurança, com a presença de todos os embaixadores, anunciou que o português era o “vencedor claro”, recebendo 13 votos de encorajamento (de 15 possíveis), sem qualquer veto, e que na manhã desta quinta-feira vai aprovar uma resolução propondo o nome de Guterres para aprovação pela Assembleia Geral.

O presidente do Conselho, diplomata Vitaly Churkin, disse esperar que a aprovação no Conselho ocorra por aclamação. A embaixadora dos Estados Unidos, Samantha Powell, disse que os 15 países-membros do Conselho de Segurança decidiram unir-se em torno de Guterres devido às provas que deu na sua carreira e durante a campanha.

Depois de cinco votações em que os votos dos 15 membros eram indiscriminados, os votos dos membros permanentes (China, Rússia, França, Reino Unido e Estados Unidos) foram destacados pela primeira vez, ficando visível algum eventual veto. Guterres venceu as cinco primeiras votações para o cargo, que aconteceram a 21 de julho, 5 de agosto, 29 de agosto, 9 de setembro e 26 de setembro.

Chefe do Acnur
Guterres vai liderar, a partir de janeiro, uma organização que conhece bem, depois de ter chefiado o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), entre junho de 2005 e dezembro de 2015, uma organização com cerca de 10 mil funcionários em 125 países. Antes foi presidente da Internacional Socialista entre 1999 e 2005, de onde saiu para o Acnur.

Guterres foi ainda primeiro-ministro de Portugal de 1996 a 2001, quando renunciou ao cargo depois da derrota do Partido Socialista (PS) nas eleições autárquicas, decisão que justificou com a necessidade de evitar que o país, “num momento de crise internacional”, caísse num “pântano político”. Sua eleição, em 1995, havia posto fim a dez anos de governo do então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.

 

 

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