*
 

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump se defendeu das acusações de racismo e atacou a imprensa americana, especialmente os jornais New York Times, Washington Post e as redes de televisão CNN e ABC. “Eles dizem que sou racista, mas é a mídia desonesta que serve de plataforma para os grupos supremacistas”, declarou o republicano em comício nesta terça-feira (22/8), em Phoenix, no estado do Arizona.

O presidente repetiu declarações que deu há 10 dias, sobre os confrontos raciais em Charlottesville, na Virgínia, mas omitiu o trecho em que responsabilizou “muitos lados” pela violência.

Ao falar sobre imigração, Trump elogiou o ex-xerife Joe Arpaio, condenado por ignorar uma ordem judicial para suspender atos discriminatórios contra imigrantes ilegais. Com a visita de Trump ao estado, surgiram rumores de que o presidente perdoaria Arpaio. “Só não faço isso agora para não criar controvérsia”, afirmou, sinalizando que o perdão estava a caminho.

Nesta terça, ele também atacou os senadores republicanos John McCain e Jeff Flake, ambos do Arizona, sem citar nomes. McCain foi responsável pelo voto que derrotou Trump no Senado e manteve o Obamacare intacto. Já Flake é acusado pelo presidente de ser “fraco” na questão de fronteiras.

No fim, a polícia entrou em confronto com manifestantes que protestavam contra o presidente fora do local onde ele discursava. Os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e tiveram muita dificuldade para dispersar a multidão.

 

 

COMENTE

donald trumpEUAracismo
comunicar erro à redação