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A existência de um dossiê com informações e imagens comprometedoras do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou o discurso de despedida de Barack Obama em segundo plano na noite desta terça-feira (10/1). O material explosivo, ainda não confirmado pelos serviços de inteligência norte-americanos, estava nas mãos de um ex-espião britânico com trânsito na Rússia e nos EUA.

Segundo o documento, Trump e seu círculo direto aceitaram um fluxo regular de informações do Kremlin, inclusive sobre o Partido Democrata e outros rivais políticos. Agentes russos também disseram que possuem informações suficientes produzidas por órgãos da inteligência russa, para chantagear Trump, a respeito de suas atividades sexuais “pervertidas” em Moscou.

 

A íntegra do documento mostra que o governo de Vladimir Putin fez um grande esforço para influenciar Trump, que viajou diversas vezes à Rússia a negócios e devido ao Miss Universo.

Entre os fatos contados está que o presidente eleito teria participado de orgias com prostitutas em Moscou e São Petersburgo em 2013, durante visitas em que buscava uma forma de entrar com sua empresa imobiliária no mercado russo. Uma das noitadas teria sido gravada pelo Kremlin.

Os russos também teriam a informação sobre propinas pagas por empresas de Trump a integrantes do governo da China e de uma reunião do advogado de Trump, Michael Cohen, com membros do Kremlin em agosto, em Praga.

O relatório diz também que a Rússia coletou por anos informações comprometedoras de Hillary Clinton, por meio de chamadas telefônicas interceptadas e conversas que ela teve em visitas à Rússia, controladas por um subordinado direto de Vladimir Putin.

De acordo com a rede CNN, o resumo do dossiê foi anexado ao relatório sobre a interferência russa na eleição de 2016, apresentado a Trump recentemente. O FBI está investigando a credibilidade e a precisão dessas alegações, que são baseadas primariamente em informações de fontes russas.

“Notícias falsas”
Em mensagem no Twitter, Trump disse se tratar de uma notícia falsa. “Notícias falsas. É uma total caça às bruxas política”, disse, usando o mesmo termo que aplicou para criticar o relatório de inteligência russo.

O governo do presidente Barack Obama não comentou a informação até o momento. (Com informações da Folha de S. Paulo e G1)

 

 

 

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