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O presidente francês, Emmanuel Macron, deve ganhar uma maioria significativa no parlamento, depois das eleições deste domingo (18/6). O partido de Macron, La République en Marche, e seu aliado centrista ficaram com 355 dos 577 assentos na Assembleia Nacional após a segunda e última rodada de votação, de acordo com projeções baseadas em uma contagem parcial dos votos da Ipsos Sopra-Steria.

A vitória para o partido pró-Europa derrota as forças nacionalistas que foram impulsionadas na sequência da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. A Frente Nacional de extrema direita, da candidata à presidência Marine Le Pen, esperava montar uma força de oposição depois de chegar ao segundo turno da presidência em maio, mas nas eleições de hoje, seu partido conseguiu oito lugares.

O voto também significou derrota para os partidos mais tradicionais. Os socialistas do ex-presidente François Hollande, que já tiveram a maioria no parlamento, ficaram com com 49 assentos. O partido de centro-direita, Les Républicains, juntamente com um partido aliado, terminaram atrás do partido de Macron, com projeções apontando 125 lugares, 73 menos do que anteriormente.

Macron, um recém-chegado político de 39 anos, conseguiu remodelar o Parlamento para uma imagem próxima da sua própria, escolhendo acadêmicos, atletas, donos de empresas e desertores de partidos tradicionais para preencher a Assembleia Nacional e ajudá-lo na aprovação de reformas.

O único ponto fraco demonstrado pelo partido de Mácron neste domingo foi a fraca presença dos eleitores. Até as 17h, no horário de Paris, foi registrada a presença de apenas 35,33% dos eleitores, contra 46,42% em 2012.

 

 

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