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Parlamentos rivais da Líbia assinam acordo polêmico para formar governo único

Os defensores do acordo esperam que facções políticas rivais e milícias abracem o acordo e iniciem um cessar-fogo para afastar o Estado Islâmico, grupo terrorista que está se expandindo pelo país

17/12/2015 13:35
Wikipedia Commons/Divulgação
Parlamentos rivais da Líbia assinam acordo polêmico para formar governo único

Membros dos dois Parlamentos rivais da Líbia assinam nesta quinta-feira (17/12) no Marrocos um acordo promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para formar um governo de união nacional com o objetivo de trazer a paz para o país devastado pela guerra, embora os chefes de ambas as câmaras tenham advertido antecipadamente que o pacto não terá legitimidade.

Os defensores do acordo esperam que facções políticas rivais e milícias abracem o acordo e iniciem um cessar-fogo, para que eles possam afastar o grupo extremista Estado Islâmico, que está se expandindo pelo país.

A Líbia entrou no caos que se seguiu com a derrubada e morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011. Desde então, tem sido dividido entre um governo reconhecido internacionalmente, com base no leste, e um governo islâmico, apoiado pela capital, Trípoli. Dois governos e dois parlamentos que disputam o poder. Além disso, o país enfrenta ameaças de extremistas do Estado Islâmico.

No entanto, o acordo assinado hoje em Marrocos tem críticos de ambos os lados que buscam um acordo separado, sem envolvimento da ONU.

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