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A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta segunda-feira (4/9) que o teste nuclear realizado no fim de semana pela Coreia do Norte foi o mais potente já registrado na história. A declaração foi feita pelo subsecretário-geral da ONU, Jeffrey Feltman, durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança convocada para esta tarde, em Nova York, devido ao experimento.

O impacto da explosão provocou um terremoto de 6,3 graus na península coreana. A reunião foi convocada por Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, França e Reino Unido. Os três primeiros demonstram diariamente sua insatisfação com as atividades militares e as ambições nucleares do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

A representante dos EUA na ONU, Nikki Haley, pediu que o organismo “adote as medidas mais forte possíveis” contra o país, além de criticar a “lentidão e a fragilidade” da comunidade internacional nesse assunto.

“Quem continuar fazendo negócios com a Coreia do Norte, estará ajudando o regime”, acusou Haley, alfinetando a China, parceira comercial de Pyongyang, mas que também tem demonstrado preocupação com as atividades militares na região.

“O programa nuclear norte-coreano chegou a um nível de perigo sem precedentes, e somente ações mais fortes podem parar isso”, afirmou. Segundo ela, a Coreia do Norte “está rezando para que uma guerra comece”, por isso, continua lançando mísseis e fazendo testes nucleares, apesar das condenações internacionais.

A França e o Reino Unido também adotaram a mesma posição e pediram mais sanções contra a Coreia do Norte. A China, por sua vez, definiu as ações de Pyongyang como “erradas” e pediu uma atuação imediata da ONU.

 

 

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