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Mundo

Não somos todos Charlie Hebdo: jornal ironiza garoto sírio que morreu afogado

A charge mostra como seria o futuro do menino refugiado caso ele conseguisse chegar à Europa: "um estuprador"

15/01/2016 09:50, atualizado 15/01/2016 09:53
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Não somos todos Charlie Hebdo: jornal ironiza garoto sírio que morreu afogado
Não somos todos Charlie Hebdo: jornal ironiza garoto sírio que morreu afogado

O controverso jornal satírico francês “Charlie Hebdo” ultrapassou os limites e provocou revolta nas redes sociais ao publicar uma charge que ironiza Alan Kurdi, o menino refugiado sírio de 3 anos que morreu afogado durante uma tentativa da família de chegar à Europa.

Na ilustração do cartunista Laurent Sourisseau intitulada “Migrantes”, dois homens correm atrás de mulheres simulando uma cena de abuso sexual. “O que o pequeno Alan seria se ele se tornasse adulto?”, pergunta a charge? “Apalpador de bundas na Alemanha”, responde, em referência as recentes denúncias de agressão sexual que teriam sido cometidos por imigrantes no país da presidente Ângela Merkel. Em vez de humor, a charge demonstra xenofobia e preconceito ao retratar como seria o futuro do menino que virou símbolo da crise dos refugiados

A foto de Alan, morto nas areias de uma praia da Turquia, ganhou repercussão mundial e abriu os olhos do mundo para a crise dos refugiados no Velho Continente.

Tima Kurdi, tia do garoto, condenou a publicação. “Cartoon repugnante, racista. Onde está a humanidade?”, questionou. A peça, que foi às bancas na quarta-feira (13/01), causou uma tremenda revolta na internet.