Guru indiano é condenado a 20 anos de prisão por estupro

Manifestações da população contra a sentença resultaram em 38 pessoas mortas, 250 feridas e quase 1 mil detidas

atualizado

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Gurmeet Ram Rahim Singh guru Índia
1 de 1 Gurmeet Ram Rahim Singh guru Índia - Foto: Reprodução/Twitter

Nesta segunda-feira (28/8), um juiz da Índia sentenciou a 20 anos de prisão o influente guru Gurmeet Ram Rahim Singh, condenado por estupro na semana passada. Um toque de recolher e uma forte presença policial, com ordem de atirar para matar, evitaram manifestações como as registradas na última sexta-feira (25), que resultaram em 38 mortos, 250 feridos e quase 1 mil detidos.

Um porta-voz do Escritório Central de Investigação (CBI, na sigla em inglês), que apurou o caso, informou que Singh cumprirá duas penas consecutivas de 10 anos de prisão, uma para cada condenação por estupro.

Anteriormente, autoridades do governo e advogados disseram à imprensa local e às agências internacionais que o guru cumpriria a sentença dupla simultaneamente, totalizando 10 anos.

“Talvez tenha ocorrido um erro de comunicação por parte das pessoas presentes na audiência”, afirmou Abhishek Dayal, outro porta-voz do CBI, ao explicar o erro na comunicação da sentença.

A.K.Panth, advogado do guru, disse que seu cliente é inocente e recorrerá das penas. Vipassana Insan, uma porta-voz do Dera Sacha Sauda, movimento liderado por Singh, pediu que os seguidores do líder espiritual respeitem a decisão da Corte.

Nesta segunda-feira (28), dezenas de milhares de policiais impuseram bloqueios em grandes partes de Haryana e Punjab, estados do norte do país nos quais Singh, de 50 anos, tem uma legião de seguidores.

Antes da divulgação da sentença, a polícia de Haryana recebeu ordem para atirar sem hesitação em manifestantes e determinou que a audiência fosse realizada dentro da prisão onde Singh está detido — um juiz foi levado de helicóptero até a prisão de Sunaria para comunicá-lo da pena.

A prisão foi transformada em uma fortaleza, os jornalistas foram obrigados a ficar a 1,6 km de distância e as estradas foram guarnecidas de barricadas de arame farpado.

Acusações
O caso remonta a 2002, quando duas seguidoras acusaram Singh de estupro na sede de seu culto na cidade de Sirsa. Ele enfrentava uma pena mínima de sete anos, de acordo com as novas leis contra estupro.

Singh, conhecido por gostar de joias e por suas roupas chamativas, lidera a organização espiritual Dera Sacha Sauda e afirma contar com 50 milhões de seguidores na Índia. Além disso, o guru protagonizou em 2015 um filme sobre em sua vida e, um ano antes, publicou um disco que vendeu três milhões de cópias em apenas três dias.

Esta não é a primeira vez que Singh se encontra no centro de uma polêmica. Em 2015 ele foi acusado de ter incentivado 400 de seus discípulos a se castrar para ficarem mais próximos dos deuses. Além disso, foi processado em uma investigação do assassinato de um jornalista em 2002.

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