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Mundo

Colômbia e Farc anunciam novo acordo de paz

Primeira versão foi rejeitada pela população em referendo em outubro. Pacto pretende acabar com 52 anos de conflito armado no país

13/11/2016 08:20, atualizado 13/11/2016 12:57
Fotos Públicas
Colômbia e Farc anunciam novo acordo de paz

O governo do presidente colombiano Juan Manuel Santos anunciou um novo acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) neste sábado (12/11). A decisão encerra um período turbulento de seis semanas de negociações depois que eleitores do país rejeitaram o acordo anterior.

Governo e comandantes rebeldes fizeram mudanças em diversos pontos do acordo original, incluindo a exigência de que os rebeldes entreguem dinheiro e pertences advindos de sua atividade criminal até a garantia de proteção para donos de terra como parte de uma modernização do campo.

“Esse acordo é melhor”, disse Humberto de la Calle, negociador-chefe do governo. Da capital cubana, Havana, onde ocorreram as conversas, ele afirmou que os dois lados tiveram que agir rapidamente, negociando em quanto milhares de guerrilheiros estavam no limbo, esperando uma palavra sobre quando eles poderiam abandonar as armas.

“Estamos convencidos de que esse documento permite caminhos possíveis e viáveis para encerrar tantas décadas de conflito”, disse o representante do governo.

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Num plebiscito promovido no dia 2 de outubro, eleitores rejeitaram o acordo original assinado entre os negociadores e as Farc depois de quatro anos de conversas em Cuba.

Em resposta, o governo de Juan Manuel Santos teve que tentar ressuscitar as conversas para um novo acordo que encerrasse o conflito de 52 anos e que ao mesmo tempo incorporasse preocupações do bloco liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, defensor do “não”.

“As partes entenderam a mensagem de que era preciso voltar à mesa”, disse Alejandro Eder, um ex-negociador do governo. “Empurrar o acordo não era uma opção”, concluiu.

O novo acordo vai ser apresentado ao Congresso para votação, antes de começar a valer efetivamente. O processo poderá levar ao desarmamento de cerca de 6 mil combatentes das Farc.

Pelo novo texto, chefes rebeldes responsáveis por atrocidades ainda poderiam estar aptos a concorrerem a cargos públicos. “Tenho que ser franco. Não conseguiríamos avançar nesse ponto”, disse o presidente colombiano.