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Depois de vários dias de calor intenso, o brasiliense foi surpreendido, na tarde desta terça-feira (14/3), com uma repentina mudança de tempo. Em várias localidades do Distrito Federal, o céu ficou escuro pouco depois das 14h, e houve uma sequência de relâmpagos e trovões. Em Águas Claras, de acordo com moradores, chegou a chover granizo.

Um vídeo encaminhado ao Metrópoles mostra a chuva intensa que caiu sobre Águas Claras no início da tarde.

 

Acidente
Com as pistas molhadas, não demorou para haver acidentes de trânsito. Por volta das 14h20, na EPTG, o Corsa conduzido por Mayara Martins Gonzaga da Silva, de 30 anos, e o Renault dirigido por Jaaziel Paulino Neri, 27, colidiram. A passageira de um dos veículos, que não teve o nome divulgado, sofreu escoriações e foi atendida pela equipe do Servido de Atendimento Móvel de Urgência. O acidente ocorreu perto do viaduto do Setor de Indústrias e Abastecimento, sentido Plano Piloto/Taguatinga. Após a colisão, os carros envolvidos ficaram na faixa exclusiva, interrompendo a passagem dos ônibus. A Polícia Militar assumiu o controle do trânsito na região.

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de chuvas isoladas na tarde desta terça, com céu entre nublado e parcialmente nublado. Ao longo do dia, a temperatura deve variar de 17ºC a 31ºC. A umidade relativa do ar fica entre 90% e 40%. Na quarta, ainda há previsão de chuvas curtas. A partir de quinta e até o restante da semana, a expectativa do Inmet é que a chuva chegue com mais força.

Alento
Em um momento em que o Distrito Federal enfrenta a pior crise hídrica de sua história, qualquer sinal de chuva é um alento. As águas de março, até agora, estão aquém do esperado. Até a última semana, choveu apenas 23,6mm no DF, 70% a menos que o mesmo período do ano passado (82mm). A média histórica para todo o mês é de 180,6mm.

Mesmo com o racionamento de água em vigor nas regiões administrativas desde 16 de janeiro, o volume útil dos reservatórios Santa Maria/Torto e Descoberto, que abastecem o DF, ficou estagnado nos últimos dias. Assim, especialistas afirmam que as restrições ao consumo d’água ainda vão durar muito. “Tudo dependerá de como os níveis dos reservatórios estarão com o fim das chuvas. Caso estejam abaixo de 60%, a atual medida (racionamento) deve continuar pelo menos até o fim do ano”, diz o especialista em gestão hídrica e professor da Universidade de Brasília, Sergio Koide.

 

 

 

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