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Assassino fez selfie dentro do caminhão horas antes do ataque em Nice

Duas fotos foram divulgadas nesta terça-feira (19/7). Nas imagens, ele aparece sorrindo, tranquilamente, dentro do veículo

19/07/2016 12:21
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Reprodução/Daily Mail
Assassino fez selfie dentro do caminhão horas antes do ataque em Nice

Duas imagens divulgadas nesta terça-feira (19/7) mostram Mohamed Bouhlel – o terrorista que matou 84 pessoas no atentado em Nice, nesta última quinta-feira (14) – aparece posando em selfies dentro do caminhão usado para o massacre.

Reprodução/Daily MailReprodução/Daily Mail

Segundo o jornal britânico Daily Mail, as fotos foram tiradas poucas horas antes do ataque. Na primeira, do dia 12 de julho, Mohamed aparece sentado na cabine do caminhão acompanhado de um amigo não identificado. Na segunda foto, tirada no dia 13, ele aparece ao lado do veículo.

Ainda não se sabe se o homem que aparece com Mohamed nas imagens é cúmplice do crime. A polícia francesa encontrou as fotos no celular do criminoso, recolhido depois que ele foi morto. Ao Daily Mail, uma fonte próxima às investigações, afirmou que as imagens são evidências importantes para o caso. “O aparelho está cheio de fotos dessa forma”, disse.

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Durante o feriado em que se comemora à queda da Bastilha, Mohamed L. Bouhlel, de 31 anos, atropelou uma multidão que se reunia para assistir à tradicional queima de fogos na orla de Nice. Ele dirigiu um caminhão por cerca de dois quilômetros a uma velocidade de 80 km/h. Mais de 80 pessoas morreram e 200 ficaram feridas, sendo 54 crianças e 50 em estado gravíssimo.

A França, que já foi alvo de um atentado em novembro cometido pelo grupo extremista Estado Islâmico que deixou 130 mortos, investiga se o massacre em Nice tem ligações com terrorismo. O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, ressaltou que, “até o momento, não foram comprovadas ligações com redes terroristas”. “Não podemos excluir que ele era um indivíduo desequilibrado e muito violento. E me parece que sua psicologia mostra estes traços de caráter. [É preciso confirmar] Se foi apenas um momento de surto ou uma radicalização rápida”, comentou Cazeneuve.