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Um dos mais expoentes membros da geração de fundadores do Estado de Israel, Shimon Peres, ex-presidente do país, faleceu na noite desta terça-feira (27/9) após complicações decorridas de um AVC.

Peres atuou por mais de 40 anos na política e foi responsável por decisões importantes para a região. Entretanto, também causou controvérsia por causa de outras medidas, principalmente em outros países do Oriente Médio.

O Metrópoles conta a trajetória deste importante nome da política internacional mostrando algumas curiosidades da vida dele. Confira a lista.

Parente famosa
Nasceu Szymon Perski, em 1923, na cidade polonesa de Wieniawa, hoje Vishniev e território da Bielorrúsia. Aos 11 anos, mudou-se com a família para a Palestina do Mandado Britânico, que viraria o Estado de Israel em 1948.

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Ele era parente distante da atriz Lauren Bacall, com quem compartilhava o sobrenome Perski. Em 2014, o político declarou em entrevista que ela era uma pessoa difícil.

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Prodígio
Depois de trabalhar como fazendeiro em comunidades agrícolas perto de Tel Aviv, virou, aos 18 anos, secretário do movimento Trabalhista-Sionista juvenil. “Meu sonho não era ser presidente de Israel. Meu sonho, quando garoto, era ser pastor de animais ou poeta”, disse Peres, em entrevista ao The Guardian em 2007.

Pacificador?
Ajudou nas negociações dos Acordos de Oslo, tentativa de selar a paz entre Israel e Palestina. A imagem dos líderes Yitzhak Rabin (1922-1995) e Yasser Arafat (1929-2004) apertando as mãos, mediados pelo ex-presidente americano Bill Clinton, foi uma das mais marcantes do ano de 1993.

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Premiado!
Por causa do papel que desempenhou nas tentativas de encerrar o conflito entre israelenses e palestinos, Peres, junto de Rabin e Arafat, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1994.

Bom de lábia
Shimon Peres foi um negociador de renome enquanto esteve no poder. Bom de papo, em 1959, convenceu o então presidente francês, Charles de Gaulle, a vender um reator nuclear a Israel. Nos últimos anos de vida, ele foi eleito presidente duas vezes, uma função mais diplomática do que política.

State Department/Divulgação  

 

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Shimon Peres
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