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O setor gastronômico é um dos mais expressivos no mercado brasileiro, seja por sua diversidade culinária ou pela rentabilidade visível. Um dado compartilhado pela Fiesp apontou que, em 2015, o setor teve aumento de 35% em relação ao número de novos empreendimentos abertos.

O número crescente de restaurantes abertos aponta para outra realidade: o aumento no hábito de comer fora de casa. De acordo com o Instituto de Foodservice Brasil , a projeção para o segmento de alimentação fora do lar é de 7,7% para este ano, superior aos 6,2% registrados no ano passado. O faturamento, por sua vez, está estimado em R$ 60 bilhões. Atualmente, há diversos modelos de negócios que chamam a atenção dos consumidores, um exemplo são franquias no estilo “Subway” e “Spoleto”, empresas que disponibilizam um serviço de “customização” da própria refeição, na qual o cliente paga por diferentes opções de ingrediente e escolhe os acompanhamentos.

Customização, preço acessível e culinária regional brasileira. Criado há 13 anos por Cleber Teixeira e Estéfano Flenik, o restaurante Brasil Vexado é um exemplo de franquia que traz inovação para o setor gastronômico. Isso porque seu cardápio é focado na culinária regional brasileira onde o ingrediente principal é a carne de sol. “De início, era somente uma disk entrega de carne de sol no Distrito Federal. Hoje, é uma rede com 10 restaurantes e mais 5 com previsão de abertura para os próximos meses”, afirma Teixeira.

A “reinvenção” do Brasil Vexado ocorreu em 2014, durante a crise, momento em que os empresários ainda não haviam vendido nenhuma franquia no ano. Então, ao realizarem uma viagem para os Estados Unidos e alguns países da Europa, decidiram se basear em outras franquias para, assim, melhorar o modelo de negócio do restaurante. “Conseguimos unir tudo que um cliente espera de um restaurante: rapidez, preço baixo, customização e muito sabor, tudo ao mesmo tempo”, explica Cleber.

Divulgação

O modelo desenvolvido assemelha-se muito ao “Subway”, citado anteriormente. O cliente chega ao balcão onde a comida está exposta e solicita ao colaborador para montar seu prato. O colaborador, por sua vez, compõe a refeição com até 4 acompanhamentos – de acordo com as solicitações do cliente. Por último, escolhe uma carne, um molho e já realiza o pagamento no caixa. O preço é cobrado pelo tipo de carne, a partir de R$ 14,90.

Para o franqueado, houve ganhos também. “O investimento de R$ 300 mil é muito baixo para uma franquia de restaurante e, também, como a operação é mais simples o trabalho do franqueado ficou mais fácil”, ressalta Teixeira.

O custo operacional mais baixo possibilitou melhores preços no cardápio e, consequente, aumento das vendas, com o faturamento médio das lojas de R$ 150 mil. Com todos estes atributos a rede conseguiu crescer quase 100% neste ano da pior crise da história brasileira. “Com o modelo desenvolvido, estamos muito preparados para a expansão nacional”, finaliza o empresário.

 





 

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