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Frequentes nas partidas das Olimpíadas realizadas em Brasília, no mês passado, as filas voltaram ao estádio Mané Garrincha neste domingo (4/9), no jogo de vôlei da seleção brasileira masculina contra Portugal. Com cerca de 40 mil ingressos vendidos, muitos torcedores só conseguiram entrar na arena, que pela primeira vez teve uma quadra de voleibol montada no gramado, no final do primeiro set. O Desafio de Ouro, contra a equipe de Portugal, foi organizado para celebrar a medalha olímpica e a despedida do líbero Serginho. O Brasil venceu por 3 x 1.

“Por mais que você saia cedo de casa, não tem jeito. Perde todo o tempo na fila”, disse contrariado o servidor público Antônio Lima, 47 anos. A nutricionista Adriana Lopes, 33 anos, também estava indignada. “De que serve ter um estádio desse tamanho se não há estrutura e organização?”, questionou. Torcedores que compraram ingressos para camarotes e pista também reclamaram da falta de informações, principalmente com relação ao estacionamento especial a que tinham direito.

As filas não foram o único problema, embora os portões tenham sido abertos duas horas antes de a partida começar, às 8h. Muitos cambistas atuavam fora do estádio, na tentativa de vender ingressos. Dentro da arena, o sol e o calor atrapalharam um pouco o espetáculo.

Alguns jogadores precisaram utilizar óculos escuros. Com a temperatura em alta e a umidade baixa, os organizadores decidiram reduzir o quarto set para 15 pontos. A cobertura da quadra também deixou a desejar. O material ficou enrugado, criando áreas desniveladas.

Em relação ao acesso do público, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou uma nota informando que “em função do evento YoMusic, realizado paralelamente, seis portões externos do estádio não foram utilizados. Todos os demais portões externos (sete) foram utilizados, conforme planejado.”

De acordo com a entidade, foram utilizados os demais 16 portões internos. Estavam em funcionamento 53 catracas. “Verificou-se o afluxo de público concentradamente na meia hora que antecedeu o início da partida, o que provocou retardo no acesso ao estádio até oito minutos após o início do jogo”, completou a CBV.

A torcida, entretanto, não quis saber. Quem chegou cedo não teve do que se arrepender. O bombeiro Antônio Júlio, de 41 anos, por exemplo, trouxe a família para ver a seleção. “Gosto muito de vôlei. Sempre que eles vêm para cá vou ver”, contou. A filha Larissa Araújo, 19, disse que veio para ver um jogador. “Vim pela seleção, mas especialmente pela despedida do Serginho”. A mulher Patrícia Ribeiro, 41, e o filho João Gabriel, 2 anos, também marcaram presença uniformizados com a camisa do Flamengo.

O administrador Ronaldo Pinheiro, 38, diz adorar vôlei e aproveitou o evento para conhecer o estádio. “É minha primeira vez e estou impressionado com a estrutura”, afirmou. Ele ainda trouxe a mulher Eliane Fonseca, 39 anos, e a filha Camila, de 8 anos. “Gosto muito da seleção do Brasil e queria muito ver eles”, disse a menina.

Confira as fotos:

Para receber a partida, a arena foi adaptada. Duas camadas – uma de plástico e outra de EVA – foram colocadas no gramado antes da instalação da quadra móvel, na tentativa de preservá-lo.

Em setembro de 2014, o Mané Garrincha recebeu uma quadra de futsal para a primeira partida da modalidade disputada dentro de um estádio de futebol. O jogo entre as seleções brasileira e argentina foi assistido por 56.483 pessoas. O Brasil venceu por 4 x 1.

 

 

 

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