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Brasília Vôlei pode não renovar com Paula Pequeno, Sassá e Macris

Depois de eliminação na Superliga Feminina, gerente do time do DF começa a fazer planos para a próxima temporada. Um dos objetivos é manter a base da equipe

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Michael Melo/Metrópoles
Brasilia-Volei-Paula-Pequeno
1 de 1 Brasilia-Volei-Paula-Pequeno - Foto: Michael Melo/Metrópoles

O Brasília Vôlei foi eliminado da temporada 2015/2016 da Superliga Feminina na última segunda-feira (14/3). O que significa que agora é a hora de fazer um balanço da competição e começar a traçar os planos para a próxima edição do torneio. “Acredito que foi uma temporada muito positiva. Apesar de termos caído novamente nas quartas de final, este ano conseguimos nos classificar em 5º lugar. Antes havia sido em 7º e, na nossa primeira participação, foi em oitavo”, lembra Sérgio Negrão, gerente da equipe.

Apesar de já terem encerrado as competições desta temporada, as jogadoras e comissão técnica têm contrato até 30 de maio com o Brasília Vôlei. Depois desta data começa a “janela” do esporte e são abertas as contratações de novas jogadores e as negociações para renovação de contrato.

Questionado sobre a chance de a equipe conseguir renovar com as principais jogadoras do time, como Macris, uma das melhores levantadoras do país, e as veteranas campeãs olímpicas Paula Pequeno e Sassá, Negrão preferiu ser pé no chão: “Não vou ser leviano, gostaria de renovar com elas, mas a valorização no mercado delas vai acontecer. Elas fizeram um ótimo campeonato com certeza vão receber propostas de outros times. Mas vamos tentar”.

Para ele, que até 2015 treinava o time candango, a diferença na qualidade técnica, comparado aos principais clubes do país, vem caindo ano a ano. “Nós ganhamos do Sesi e tivemos outros resultados importantes. A diferença nesta temporada foi a junção que fizemos entre juventude e experiência, que foi um sucesso. Aprendemos também com os erros da temporada passada e conseguimos reduzir as lesões”, afirmou.

Futuro
No ano passado, quando a equipe foi eliminada da Superliga, apenas três jogadoras permaneceram para a temporada 2016: Paula Pequeno, Roberta e Michele. Agora, a intenção é manter a base da equipe para que, além de não perder em qualidade, o grupo siga entrosado. “Nosso objetivo é manter de 60 a 70% do time, mas aí vai depender dos patrocinadores”, informou Negrão.

Durante a temporada 2015/2016, o Brasília Vôlei teve pouco apoio da iniciativa privada. Os principais financiadores do grupo foram órgãos governamentais, como a Terracap e o BRB. “Nós sabemos que a situação do país não é boa. Mas estamos como loucos para reverter essa situação. Agora a gente já tem um nome forte e credibilidade. Direto alguém me liga e conta de jogadoras renomadas que querem jogar com a gente. Espero que o nosso trabalho convença mais as empresas”.

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