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A Confederação Nacional de Vôlei (CBV) anunciou nesta quarta-feira (11/1) que Bernardinho não é mais o técnico da seleção masculina de vôlei, depois de 16 anos. Renan Dal Zotto assume a liderança do time brasileiro.

O novo treinador fez parte da “geração de prata”, que conquistou a primeira medalha olímpica do país em Los Angeles (1984), ao lado do próprio Bernardinho, de Montanaro, William, Bernard. Já atuou como técnico e comentarista de televisão.

“É um motivo de muito orgulho, especialmente pela confiança depositada. É importante para mim. Estou há mais de 40 anos no voleibol, e algumas vezes fui convocado pela CBV. Primeiro como jogador, depois em 2001, quando trabalhei na transição do Bernardo da seleção feminina para o masculino. Cada vez que vem esse convite me entusiasma muito”, disse o novo treinador do Brasil.

Desde o fim do ano passado, a saída de Bernadinho era ensaiada. Ele havia admitido uma pressão da família para que trabalhasse menos. O técnico também treina a equipe feminina do Rexona/Rio de Janeiro. À frente da seleção por 16 anos, Bernardinho foi consagrado como técnico e conquistou 32 títulos, entre eles duas olimpíadas (2004 e 2016), três campeonatos mundiais (2002, 2006 e 2010), duas Copas do Mundo e oito ouros na Liga Mundial.

O diretor de vôlei de quadra da CBV, Radamés Lattari, disse que Bernardinho decidiu deixar a seleção na última semana de 2016. “Ele falou que chegou uma hora em que precisava dar mais atenção à família, ao pai. Ele quer estar um pouco mais próximo das filhas. Acho que tem um pouco do desgaste natural de tantos anos. Ele está precisando um tempo para ele. É só esse o motivo”, afirmou Lattari.

O diretor também fez questão de deixar claro que a decisão foi amigável e não existe nenhum conflito entre Bernardinho e a Confederação. O agora ex-treinador, aliás, deverá seguir na entidade, agora como coordenador da seleção. “A maior prova de que não tem problema algum com a CBV é que o Toroca o convidou para fazer parte do conselho da CBV, mas o Renan convidou para ele ser coordenador da seleção e ele aceitou”, disse. “É muito difícil para uma pessoa como ele, que está na seleção há 22 anos”, continuou Lattari, lembrando o tempo em que Bernardinho comandou também a equipe feminina.

Repercussão

Minutos após o anúncio da saída de Bernardinho, diversos usuários e instituições agradeceram e homenagearam o trabalho do técnico no Twitter, conhecido pelas caras e bocas durante o nervosismo das partidas. Entre as palavras mais comentadas da rede social, “Bernadinho” já conta com mais de 3 mil citações.

 

 

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