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Desde o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro as especulações sobre a saída do técnico Bernardinho da seleção brasileira só aumentaram. Agora, parece que o adeus será mesmo definitivo. Em entrevista ao Sport TV de Portugal, o treinador foi categórico: “Preciso escolher. Na minha idade, não é mais possível seguir em duas frentes”.

Isso porque Bernardinho, aos 57 anos, além de comandar a seleção, também treina o time feminino do Rexona. “Estou há 20 anos nessa vida dupla, como treinador da seleção masculina e à frente de um clube no vôlei feminino. Tirei uma semana de férias após a Olimpíada, mas logo na sequência já tenho de reassumir o Rexona e preparar a equipe para uma nova temporada (da Superliga). Não me sobra tempo para descansar”, explicou.

Bernardinho esteve à frente da seleção nas últimas quatro Olimpíadas. Com o grupo, conquistou duas medalhas de ouro e outras duas de prata. “Eu voltava ao Brasil com a medalha de prata, como aconteceu em 2008 e 2012, quase que envergonhado, tendo de me explicar porque havia perdido o ouro. Como se a prata fosse um feito pequeno… Eu disputei quatro Jogos Olímpicos com a seleção masculina e estive em quatro finais. Foram dois ouros e duas pratas, mas mesmo assim eu continuo tendo de explicar o porquê das pratas. Isso traz um certo desgaste”, afirmou.

Questionado se o futuro após a seleção brasileira será mesmo no time do Rexona, o treinador confirmou que foi sondado para trabalhar fora do país, mas disse que pretende ficar.  “Tenho convites de fora. Não digo que nunca sairei do país, mas muitas pessoas estão deixando o Brasil. E penso que se as pessoas boas, de diversas áreas, abandonarem o país, o nosso projeto de Brasil vai ficar comprometido. Não tenho pretensão de nada, apenas de dar a minha contribuição na minha área. Mas o esporte é tão importante para os jovens que penso que a minha contribuição é significativa”, concluiu.

 

 

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