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Foi dada a largada para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Assim como ocorreu nas Olimpíadas, o revezamento da chama começou pelo Distrito Federal. Nesta quinta-feira (1°/9), em cerimônia realizada no Estacionamento 12, no Parque da Cidade, a pira foi acesa virtualmente, em uma campanha mundial nas redes sociais. Diferentemente do que ocorre nos Jogos Olímpicos, o fogo não vem fisicamente da Grécia e é aceso no local.

O ex-atleta de futebol e voleibol sentado Cláudio Irineu da Silva foi o primeiro condutor da tocha paralímpica no país. “A pessoa com deficiência tem que lutar um pouco mais e a gente tem essa força. Para mim, (carregar a tocha) é a realização de um sonho, é um ciclo concluído”, afirmou depois de conduzir a chama.

Essa visibilidade não é importante somente para os atletas paralímpicos, mas para as pessoas com deficiência em geral"
Cláudio Irineu da Silva, ex-atleta paralímpico

A chama saiu do Parque da Cidade por volta das 10h05 e seguiu para o Parque das Garças, no Lago Norte. De lá, passará pela unidade da Rede Sarah Kubitschek, pelo Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência (Icep), pelo Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), pela Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe) e pelo Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV).

Ao fim do dia, ela retorna para o Parque da Cidade, onde ocorrerá a festa de encerramento. Serão 103 condutores em todo o DF.

“Quero dizer, em nome da população de Brasília, que estamos muito felizes e honrados de, mais uma vez, inaugurar a passagem da tocha olímpica pela capital”, afirmou o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) durante a cerimônia.

“Brasília tem se tornado uma referência muito forte no esporte paralímpico. Essa tocha está acesa no peito de cada um que quer construir uma cidade melhor”, destacou o chefe do Executivo local.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A secretária de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, confia na capital para trazer bons resultados ao país nos Jogos. “Brasília demonstrou a sua capacidade de trabalho. São 22 atletas representando o país (nas Paralimpíadas), o que é uma grande honra. Como a cidade é uma referência no desporto regular e no paradesporto, temos que criar políticas melhores para estimular isso. O esporte é um grande parceiro na inclusão e na formação”, defendeu Leila.

Revezamento
A tocha passará ainda por outras cinco cidades brasileiras antes de chegar ao Rio de Janeiro na próxima terça-feira (6). Depois do DF, ela segue para Belém (PA), Natal (RN), São Paulo e Joinville (SC).

Os Jogos Paralímpicos têm início na quarta (7) com a cerimônia de abertura no estádio do Maracanã. A meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é terminar a competição na quinta posição, duas à frente do resultado obtido em Londres-2012, quando ficou com o sétimo lugar geral.

 

 

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