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O Brasil conquistou a medalha de prata no revezamento 4x100m estilo livre (categoria 34 pontos), última prova do dia da natação dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, na noite desta quarta (14). Em incrível prova de recuperação, a equipe brasileira deixou as últimas posições para quase brigar pelo ouro no Estádio Aquático Olímpico, que ficou com a Ucrânia. O bronze é da China.

O Brasil cravou o tempo de 3min48s98, melhor marca já obtida por uma equipe sul-americana, pouco atrás dos ucranianos que fecharam a prova com 3min48s11, novo recorde Paralímpico. Os chineses terminaram em terceiro com 3min50s41.

“Foi espetacular, a gente melhorou muito o que a gente tinha feito. Nós batemos na trave em Pequim e em Londres, e agora a gente marcou um golaço com essa medalha. Sei que eles estavam dando o máximo. A gente sabia que ia ser perto, que tinha que ser na casa dos 3 minutos e 48. É um revezamento de classe alta e eu sou classe baixa. Por isso me sinto muito honrado por estar nesse revezamento. Tentei não entregar muito atrás”, comentou Daniel Dias.

Primeiro a nadar, Daniel Dias deixou o Brasil apenas na sétima colocação. André Dias, que caiu na água em seguida, não conseguiu reverter muito a diferença, mas tudo mudou quando Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues entraram em ação. Com desempenho impressionante, deram ao Brasil a sua 48a medalha no Rio 2016, superando por uma a campanha de Londres, até então a melhor da delegação brasileira.

“Ganhar minha primeira medalha dentro da minha casa é uma sensação maravilhosa, com essa torcida nos empurrando muito, incentivando. A gente sabia que seria uma prova dura, a gente tinha chances reais de estar brigando pelo ouro e assim aconteceu. Poder estar nadando ao lado desses três campeões, medalhistas em Jogos e em Mundiais é um privilégio muito grande”, disse Ruiter.

Daniel Dias, por dua vez, segue na sua batalha pessoal contra o australiano Matthew Cowdrey para tornar-se o maior medalhista da história da natação Paralímpica. O australiano lidera, com 23 medalhas entre Atenas 2004 e Londres 2012, mas é seguido de perto pelo brasileiro, que com as 21 medalhas atuais no currículo e mais três provas para disputar, pode ultrapassá-lo.

Prata na raça
O Brasil conquistou outra prata na sessão noturna e essa também veo na raça. Após um início ruim, Carlos Farrenberg recuperou-se nas braçadas finais para garantir a prata nos 50m estilo livre da classe S13. Foi a primeira medalha da sua carreira nos Jogos Paralímpicos, obtida com o tempo de 24s17.

O ouro ficou com Ilhar Boki, de Belarus, atual dono do recorde mundial, que cravou a melhor marca da história dos Jogos Paralímpicos ao terminar a prova em primeiro lugar com 23s44. O bronze foi para Muzaffar Tursunkhujaev, do Uzbequistão, que perdeu o duelo para o brasileiro ao fazer o tempo de 24s21, uma diferença de apenas quatro décimos.

“Esse negócio é viciante por isso, você cai na água e entra num transe. Faz força, e mais força. Quando dei a olhada e vi que acendeu as luzes, extravazei. É a minha primeira medalha na Paralimpíada que eu cheguei mais bem preparado. Agradeço a toda a minha família, em especial à minha esposa, pois sem ela eu não teria conseguido nada”, disse, emocionado.

 

 

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