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O Youtube está no meio de uma polêmica com a comunidade LGBT e artistas que apoiam a causa. O serviço criou um filtro para menores de idade capaz de “esconder” vídeos com conteúdo ofensivo. No entanto, o dispositivo tirou de circulação, para quem ativou o sistema, clipes de cantores como Lady Gaga, Anitta, Lia Clark, Banda Uó e vários outros.

Não são apenas os artistas identificados com a comunidade LGBT que estão sofrendo censura. Até mesmo youtubers que criam conteúdo relacionado ao tema estão sofrendo com a mudança.

A youtuber Rowan Ellis, que produz conteúdo feminista e LGBT, afirmou ao Gizmodo que a decisão é preocupante. “O YouTube agora colocou as nossas demandas como não ‘familiar'”. O brasileiro Frederico Devito também cobrou um posicionamento do serviço.

Entre os usuários, a repercussão foi negativa. A #YouTubeIsOverParty ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter neste fim de semana.

O YouTube usou o Twitter para se pronunciar sobre a polêmica. Em post, o serviço declarou ser “muito orgulhoso por representar as vozes LGBTQ+”. Mesmo assim, eles confirmam que alguns vídeos sobre o tema foram considerados “inapropriados”.

Tradução: “Somos muito orgulhosos por representarmos as vozes LGBTQ+ em nossa plataforma — elas são uma parte chave do que o YouTube significa. A intenção do modo restrito é filtrar conteúdo maduro para a pequena parcela de usuários que querem uma experiência mais limitada. Vídeos LGBTQ+ estão disponíveis no modo restrito, mas vídeos que discutem assuntos mais sensíveis podem não estar. Nós nos arrependemos por qualquer confusão que isso causou e estamos de olho nas suas preocupações. Aceitamos o feedback de vocês e a paixão em fazer do YouTube uma comunidade inclusiva, diversa e vibrante.”

 

 

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