*
 

Aquela antiga piada segundo a qual atores morrem quando vão trabalhar na Record tem uma pontinha de verdade, ao menos segundo a atriz Íriz Bruzzi. Ela foi demitida pela emissora de Edir Macedo em 2014 e concorda com a brincadeira.

“Eu fiz coisas lindas (na Record). Se fosse na Globo, eu teria ganhado prêmios. Fui a uma festa e de repente me apareceu uma senhorinha fofa, que disse: ‘Você está linda, eu pensei que você estava morta’. Na Record, a gente desponta para o anonimato. As pessoas pensam que a gente morreu, mas eu estou vivíssima. Fico muito triste com isso”, contou ela ao canal de YouTube Na Lata, de Antonia Fontenelle.

Processo judicial
Atualmente, Íris está num processo judicial contra a Record, exigindo direitos trabalhistas. Ela espera receber R$ 1, 5 milhão da emissora, na qual fez seis novelas. “Na Record, você é despedido pelo mês, todos os contratos que acabam em agosto (a emissora) não renova mais, (os funcionários) estão despedidos”, conta.

“Dois dias antes de terminar meu contrato, tocou o telefone e era o Rancoleta me convidando para um café. ‘Vamos mandar um carro te buscar, porque a gente queria te contar que você não pertence mais à TV’, ele disse. Aí eu falei: ‘Rancoleta, eu só tomo café com pessoas que são minhas amigas. Vocês são meus inimigos agora'”, relembrou Íris.

Pessoa jurídica
Ela resolveu processar a emissora porque relata ter sido obrigada a abrir uma empresa para trabalhar lá como pessoa jurídica. Por isso, ela pede para ser reconhecida como funcionária e receber todos os direitos trabalhistas previstos na CLT, como 13º salário e férias.

A atriz ganhou o processo em primeira instância, mas a Record entrou com um recurso. A nova decisão sai no próximo dia 25. Além dela, vários outros atores entraram com ações judiciais contra a Record por direitos trabalhistas, como Paloma Duarte, Bruno Ferrari, Leonardo Brício, André Segatti e Raquel Nunes.

 

 

COMENTE

TVRecordnovelasíris bruzzi
comunicar erro à redação