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O Mamulengo Alegria tem história. A trajetória do grupo começa bem antes de ele se formar de fato, lá no início dos anos 1980, quando o bonequeiro Chico Simões criou em Taguatinga o Mamulengo Presepada. O Alegria surgiu logo depois, como um filhote do histórico grupo de Simões, e começou suas atividades também em Taguá.

E desde que tomou seu próprio caminho, o bonequeiro Josias Wanzerller (fundador do grupo) e sua trupe alimentam a crença de que cultura é um alimento para a alma que deve ser consumido com abundância. Por isso, percorrem os quatro cantos do quadradinho e mais além levando a arte a quem não tem a possibilidade de ir a espaços culturais.

Atualmente, eles realizam o projeto Circulação Mamulengo Alegria, que pretende levar um acalanto aos que vivem em orfanatos e casas de acolhimento do Distrito Federal. Em turnê desde o início de setembro com o espetáculo “O Casamento de Chiquinha Muito Prazer com João sem Sorte”, a trupe já passou por instituições como Ampare (Associação de  Mães Protetoras, Amigos e Recuperadora de Excepcionais), na Asa Norte, e Aldeias Infantis SOS do Brasil, em Ceilândia.

Música ao vivo
O projeto Circulação terá, ao todo, 25 apresentações gratuitas para crianças e jovens em casas de acolhimento. O objetivo é contribuindo com a socialização, integração e formação cultural de crianças em situação de vulnerabilidade social atendidos pelas instituições. “Para algumas crianças, o espetáculo foi o primeiro contato com a viola caipira que eles tiveram na vida”, diz Josias.

A música ao vivo, interpretada pelos músicos Geraldo Magela Tolledo e Fernando Rodrigues, ajuda a dar vida à história do casamento de Chiquinha e João. Na trama, o pai da noiva, o coronel João Redondo, é contra a união porque o pretendente não tem dinheiro. Para ajudar o casal, o primo de Chiquinha resolve agir.

Reprodução/Facebook

Rede solidária
O projeto do Mamulengo Algria conta com apoio da Rede Solidária Anjos do Amanhã, programa de voluntariado criado em 2006 pela Vara da Infância e da Juventude (VIJ) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios ( TJDFT) e também pela Associação Candanga de Teatro de Bonecos (ACTB). Todos os espetáculos contam com a participação de um intérprete de Libras.

Além da Ampare e a Aldeias Infantis SOS do Brasil, foram visitadas Casa da Criança Batuira (Paranoá), o Nosso Lar — Sociedade Cristã Maria e Jesus (Núcleo Bandeirante), Casa de Ismael (Asa Norte), Grupo Luz e Cura (Sobradinho), Vila do Pequenino Jesus (Lago Sul), Lar Infantil Bezerra de Menezes(Ceilândia) e Casa do Caminho (Taguatinga).

Durante este mês de outubro, a trupe vai levar sua alegria, histórias, bonecos de madeira e roupas rústicas aos internos do Lar de São José (Ceilândia), da Casa Transitória de Brasília, do Lar Infantil Chico Xavier (Núcleo Bandeirante) e da Casa das Meninas dos Olhos de Deus (Sobradinho).  “Nós estamos sendo muito bem recebidos, eles só querem alguém que leve um pouco de felicidade”, conta Josias.

 

 

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