O cantor Orlando Morais conta detalhes da nova turnê, “Orla Mundo”
Depois de passar por Paris, Rio de Janeiro e Goiânia, o cantor e compositor se apresenta em Brasília, no dia 15 de maio
atualizado
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O cantor e compositor Orlando Morais passou por Brasília na última semana para se encontrar com a imprensa e contar as novidades do novo projeto, a turnê “Orla Mundo”. A partir do dia 6 de maio, o artista goiano passa por Paris, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília com um show inédito, que reúne músicos de todo mundo.
Ao lado de Orlando vão estar Kassé Madi Diabaté (voz), Matthieu Rabaté (bateria), Moussa Koita (percussão), Regis Gizavo (acordeão), Jean Lamoot, Raphael Thuia, Guo Gan e as Irmãs Caronni.
O repertório será formado por composições feitas em conjunto com os representantes da França, Mali, Madagascar, China e Argentina. “Cada um traz a sua verdade, e desse encontro nascem diferentes possibilidades musicais”, comenta Orlando. Confira o bate-papo com o artista, que falou da turnê e da carreira:
Criança prodígio
“Fui uma criança prodígio. Com 4 anos, eu tocava piano de ouvido. Cheguei a tocar o Hino Nacional para o governador. Morando em Goiás, curiosamente, fui muito influenciado por Luiz Gonzaga. A fazenda da minha família ficava numa região que hoje é o Tocantins e muito próxima da Bahia. Então, havia uma influência muito nordestina”.
Ao vivo
“Quase todos os trabalhos que tenho feito são ao vivo. Acho que funciona melhor. É dessa maneira que a gente consegue sentir a alma da coisas”.
Portela
Quis fazer minhas apresentações em locais diferentes, onde eu não tivesse um público já consolidado. Por isso, no Rio, escolhi cantar na quadra da Portela. Sou portelense, mas não conhecia a quadra. Quando cheguei, mestre Monarco, um dos reis dessa alquimia chamada samba, estava a minha espera. Aí tive a certeza que estava no lugar certo”.
Concha Acústica
“Sou aquariano. Ou seja, para mim, quanto mais perto da água melhor. Acho ótimo ter escolhido a Concha Acústica em Brasília. Escolhemos nos apresentar no fim da tarde, para ver o pôr do sol”.
Brasil-França
“Meu público é basicamente francês. Só canto em português e as minhas composições. Se fosse para fazer show para brasileiro na França, fazia essas apresentações no Brasil”.
Filha de peixe
“Minha filha, Antonia, gravou um disco há pouco tempo. Tudo por conta dela. Adoro esses artistas que fazem tudo sozinhos. Ela passou um ano no quarto dela gravando as músicas. O primeiro show foi no Teatro Laura Alvim, no Rio. O público gostou muito do show. Caetano ouviu o disco e adorou ”.
“The Voice Kids”
“É um programa que foi feito pra gente chorar. Impossível não se emocionar com aquelas crianças. Só não gosto das roupas de adulto que alguns usam e do o repertório internacional. Quando vi Wagner Barreto (vencedor do programa) cantando “Azul da Cor do Mar”, do Flávio Venturini, caí no choro”.
