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Música

Leia a crítica, ouça o disco: Anohni, Ariana Grande e Katy B

Em mais um giro de discos internacionais, comentamos três novidades do pop, do experimental às pistas de dança

30/05/2016 05:13, atualizado 30/05/2016 14:05
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Fãs estão ansiosos pelo novo trabalho da cantora
Leia a crítica, ouça o disco: Anohni, Ariana Grande e Katy B

Nesta semana, nossa coluna quinzenal de discos internacionais comenta três importantes lançamentos da música pop. A norte-americana Ariana Grande chega ao terceiro disco em “Dangerous Woman”.

Quem também completa a trinca é a inglesa Katy B, no álbum “Honey”, repleto de colaborações com produtores de peso. Vocalista da banda Antony and the Johnsons, a britânica Anohni faz sua estreia solo com o poderoso CD “Hopelessness”.

Leia e ouça:

Secretly Canadian/Rough Trade

Anohni – “Hopelessness”
Política opressora, feminismo e discurso anti-intolerância se misturam a melodias pop autênticas neste sério candidato a melhor disco de 2016. A transgênero Anohni (antes Antony Hegarty), da banda Antony and the Johnsons, alcança o raro feito de unir agenda e sonoridade já em seu primeiro trabalho solo. Tudo isso sem alienar o público.

Entre timbres eletrônicos dramáticos e intensos jogos vocais, “Hopelessness” é uma jornada de corpo e alma por temas carregados como pena de morte (“Execution”), falta de privacidade (“I Don’t Love You Anymore”) e a decepção com Barack Obama (“Obama”). Cada faixa é tanto grito quanto sussurro, com paragens sonoras delicadas, desconcertantes e ricas em densidade e sutileza.

“Nós nunca, nunca novamente / Vamos dar à luz a homens violentos”. Dois de tantos versos necessários neste assustador 2016.

Avaliação: Ótimo

Republic/Divulgação

Ariana Grande – “Dangerous Woman”
Jovem artista pop (22 anos) ainda em busca de sonoridade própria, a estrela teen tenta dar um passo adiante e parecer mais adulta, séria e poderosa. Em certo sentido, essa busca por melodias, digamos, menos “imaturas” também cobra seu preço.

“Dangerous Woman” é um disco apressado em marcar posições (pessoais e musicais). Ainda assim, algumas das melhores faixas preservam uma infalível energia, como o reggae “Side to Side”, na companhia de Nicki Minaj, e a certeira faixa hip-hop com Lil Wayne, “Let Me Love You”.

Avaliação: Regular

Virgin EMI/Divulgação

Katy B – “Honey”
Cercada por bons produtores de música eletrônica, como Major Lazer e Four Tet, a inglesa chega ao terceiro disco com certa acomodação. Toda a energia da estreia em “On a Mission” (2011) parece ter dado lugar a melodias confortáveis às pistas de dança e pouco engenhosas aos ouvidos.

Enquanto os vocais seguem envolventes, as novas canções de Katy B tentam dançar na sintonia de um clube eletrônico, com faixas cadenciadas (“Honey”, “Water Rising”) e outras bem tradicionais e presas em formatos manjados (“Dark Delirium”, “Chase Me”). Ao tentar se multiplicar, a cantora perde um pouco da vibração dos trabalhos anteriores.

Avaliação: Regular