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Eles são feios, sujos e malvados. E vêm com tudo! O Guns promete botar fogo neste domingo (20/11) no Estádio Nacional de Brasília com seu trio de integrantes clássicos: Axl, Slash e Duff. Para forjar seu som ultrajante, politicamente incorreto, pesado,  espalhafatoso, brega e adorável, Rose e cia beberam na fonte do melhor rock americano, britânico e australiano.

A pedido do Metrópoles, o jornalista João Marcondes, da loja de vinil Marcondes & Co, fez uma lista comentada de álbuns que o Guns n’ Roses “ripou” para criar seu hard punk rock de arena.

 

 

 

“Second Helping” (1974), do Lynyrd Skynyrd
“Assim como o Guns em ‘Civil War’, o Lynyrd também empunha em seus shows a polêmica bandeira dos confederados.  Além do rock clássico, grudento e acelerado, provavelmente são todos eleitores de Donald Trump!”

 

 

 

“Exile on Main Street” (1972), dos Rolling Stones
“Certamente Jagger é a grande inspiração para as dancinhas sexy (?) de Axl. Neste disco, surge a influência do guitarrista Izzy Stradlin (que não estará no show), mais country e com alta dose de psicotrópicos e opiáceos. Para ouvir: “Tumbling Dice” e “Sweet Virginia” .


 

 

“Great Balls of Fire” (1989), de Jerry Lee Lewis
Essa trilha, do filme ‘Great Balls of Fire’, é mais fácil de encontrar no Brasil. Mas qualquer coletânea vale. Lewis era um louco redneck, partidário do demo, narcisista, predador sexual, cheio de culpa. Como Axl”.

 

 


“New York Dolls” (1973), do New York Dolls
“Punk machão com batom, laquê e salto alto. Tudo que o baixista Duff McKagan sempre quis ser. Clássico absoluto influenciou toda banda que desejou horrorizar a tradicional família americana. Como o Guns”.

 

 

“Captain Fantastic and Brown Dirt Cowboy” (1975), de Elton John
“A admiração de Axl por Elton John foi o que fez o Guns trocar a agressividade de ‘Appetite for Destruction’ pela grandiosidade de ‘Use Your Illusion’. Obsessão pelo épico tanto nas composições como nas apresentações que, em última instância, provocou o fim da versão clássica da banda. Este disco, obra-prima sem hits óbvios, mostra o músico britânico em sua fase mais rocker e flamboyant”.

 

 


“Hair of the Dog” (1975), do Nazareth
“‘Now you’re messing with a son of a bitch!’. A potência e rouquidão da voz de Dan McCafferty no refrão da faixa-título de ‘Hair of The Dog’ encontra ecos bem claros na performance vocal de Rose. O mesmo vale para outras pedras desse clássico do hard rock setentista, como ‘Miss Misery’, ‘Beggars Day’ e ‘Please Don’t Judas Me’.

 

 


“Highway to Hell” (1979), do AC/DC
“Muitos se surpreenderam ao ver Axl Rose substituindo Brian Johnson em shows do AC/DC neste ano, mas a influência do rock sem firulas dos australianos no Guns é forte. E a escolha de algumas músicas obscuras do repertório dos aussies nos concertos – como ‘Touch Too Much’, deste disco – mostra o quanto Axl sempre foi fã da banda”.

 

 


“Los Angeles” (1980), do X
“Uma das vantagens do Guns em relação às bandas do hard rock oitentista era a pegada punk, que incluía ironia e sujeira ao repertório. Cortesia do baixista Duff McKagan. Ele circulou pela cena de hard core californiano antes de formar o Guns. O X era o cabeça do movimento. Los Angeles marcou uma época e sua influência ultrapassou a barreira de estilos musicais. ‘Appetite for Destruction’ é prova disso”.

 

 


“Shout at The Devil” (1983), do Motley Crue
Principal grupo da cena hard rock de Los Angeles no início dos anos 1980, o Motley Crue influenciou o Guns dentro e fora do palco. Drogas, mulheres, brigas com produtores e polêmicas com o público. Tudo pelo que Axl, Slash e cia. ficariam famosos o Crue viveu antes. Inclusive o som pegajoso, cru e agressivo, como o mostrado em ‘Shout At The Devil'”.

 

 


“Toys in the Attic” (1975), do Aerosmith
“O formato clássico de banda de rock com dois guitarristas (um base e um solo) foi inaugurado pelos Rolling Stones, e repetido em diversas bandas até chegar ao Guns com Slash e Izzy. Mas poucas vezes de forma tão redonda como no Aerosmith de Joe Perry e Brad Whitford em ‘Toys in The Attic'”.

Bob dylan

 

 


“Bringing All Back Home” (1965), de Bob Dylan
“Dylan de novo? Sim, Dylan, até aqui. Não nos esqueçamos que o Guns fez a versão mais famosa de ‘Knockin’ on Heaven’s Door’. Axl se inspirou no bardo para letras longas e de ‘protesto’, como ‘Civil War'”.

 

 

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