Carlos Navas resgata o repertório de Mário Reis no Teatro da Caixa

Ao “Metrópoles”, o cantor fala sobre a apresentação pelo projeto Samba de Bamba e sobre novos projetos, como o disco “Crimes de Amor”

atualizado

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Izabel Lucas/Divulgação
Carlos Navas, cantor paulista
1 de 1 Carlos Navas, cantor paulista - Foto: Izabel Lucas/Divulgação

Há oito anos sem se apresentar na cidade, o cantor paulista Carlos Navas volta a Brasília para um único show pelo projeto Samba de Bamba. Nesta segunda (9/5), no Teatro da Caixa, ele interpreta músicas do disco “Quando o Samba Acabou” (2007), só com composições do repertório de Mário Reis.

“Achei que este era o momento propício para reviver o CD, lançado em 2007. Foi um projeto que deu muito certo mas que, infelizmente, não tive a chance de mostrar em Brasília. Por isso, vou resgatá-lo no Samba de Bamba”, conta Carlos.

Além de “Sabiá” (Sinhô), “Meu Barracão” (Noel Rosa) e “Joujoux e Balangandans” (música de Lamartine Babo, interpretada por Carlos e Tetê Espíndola no disco), o artista canta outras composições que foram sucesso na voz de Reis, mas que não entraram no CD. “A Tua Vida É Um Segredo”, “Rasguei a Minha Fantasia” e “Gavião Calçudo” (esta de Pixinguinha) são algumas delas”.

Mário Reis
A admiração de Carlos Navas por Mário Reis começou pouco tempo antes do lançamento do disco, quando o cantor percebeu algumas diferenças semelhanças entre eles.

“Ele é carioca e eu paulistano, e ambos capricornianos perfeccionistas”, diz Carlos, em tom descontraído. “Brincadeiras à parte, percebi que nós éramos intérpretes e eu, modestamente, senti que era um herdeiro dele pela forma de cantar. Reis foi um artista supermoderno na questão da interpretação. Ele continha excessos e evitava firulas”.

Depois de ouvir várias versões – das 90 músicas, ele precisou escolher apenas 10 para o disco –, ler livros e ver filmes (como “O Mandarim”, de Júlio Bressane), o artista concluiu o projeto, lançado no ano em que Mário Reis completaria 100 anos.

“Adoro o samba, amo cantar o gênero, mas não me considero um sambista”, diz o artista, cuja a vasta influência vai do pop a Cauby Peixoto, Alaíde Costa e Tetê Espíndola.

Shows infantis e Ernesto Nazareth
De volta a São Paulo, Carlos dá seguimento aos shows infantis baseado no disco “Canções de Faz de Conta” (2007) e às apresentações do projeto “Nazareth Revisitado”, em que ele e o pianista João Carlos Assis Brasil interpretam temas do compositor Ernesto Nazareth.

“Também estou envolvido com o lançamento do meu novo trabalho, ‘Crimes de Amor’, disco totalmente acústico, com timbres de violões e contrabaixos. São 13 faixas, a maior parte delas inédita, de compositores contemporâneos como Fátima Guedes, Itamar Assumpção e Luiz Tatit”, conta o cantor.

Em setembro, Navas participa de um festival de teatro em São Paulo. Ao lado da atriz Clarisse Abujamra, encena o espetáculo “Por um Triz”, em cartaz desde 2000.

Dia 9/5 (segunda), às 20h, no Teatro da Caixa Cultural (Setor Bancário Sul, Quadra 4; 3206-9448). Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 12 anos.

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