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Brasília teve um papel importante na trajetória da cantora Waleska, que morreu nesta sexta (14/10), no Rio de Janeiro, aos 75 anos. A artista capixaba, conhecida como Rainha da Fossa, morou na capital nos anos 1990 e chegou a ser sócia de uma casa noturna na 304 Sul, a Piaf.

Mesmo depois de deixar Brasília, Waleska vinha à cidade com frequência. A última vez em que se apresentou por aqui foi no ano passado, no Feitiço Mineiro, com o show “Waleska Conta e Canta a Bossa Nova e a MPB”. À época já enfrentava o câncer no pâncreas que a matou.

Noites de Copacabana
Waleska — pseudônimo artístico de Maria da Paz Gomes — nasceu na cidade de Afonso Cláudio. Gravou o primeiro disco em 1960. A partir dali, se tornaria, pelas duas próximas décadas, figura conhecida na vida boêmia de Copacabana pelas apresentações frequentes em bares e boates da área.

Ganhou o título de Rainha da Fossa de Vinicius de Moraes, que um dia falou: “Waleskinha tem a canção certa para a dor exata. Ela é a rainha da fossa”.

Em Brasília, ela se apresentou em casas hoje extintas, como Glauco’s (208 Sul), Tendinha (Hotel Nacional), Grog (Gilberto Salomão), Gaff (também no Gilberto), além do Piaf. Também atuou como produtora. Com o projeto Resgate da Memória da Música Popular, ela trouxe à cidade artistas como Cauby Peixoto, Tito Madi, Carlos Lyra, Ângela Maria, Doris Monteiro e Johnny Alf, todos nomes com quem viveu nos tempos de Copacabana.

A artista sofria de câncer no pâncreas havia três anos. Morreu na Clínica São Carlos, no Humaitá, Zona Sul do Rio, onde estava internada.

 

 

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