*
 

Aos 91 anos, Nelson Sargento não vive só de passado. No momento, ele está na expectativa de ter um samba-enredo de sua autoria escolhido para embalar o desfile da Mangueira no próximo ano. A verde e Rosa, escola do coração do sambista, entrará na avenida com o enredo “Maria Bethânia: A Menina dos Olhos de Oyá”.

Mas Sargento também não minimiza a importância de seu histórico de vida e arte, devidamente regitrado no livro “Nelson Sargento – O Samba da Mais Alta Patente” (Olho no Tempo, 105 págs., R$ 20), de André Diniz e Diogo Cunha. Ainda mais porque a obra, lançada em 2011 como parte do projeto Memória do Samba, acaba de ganhar nova edição, revista e ampliada.

“É um livro muito bem feito. Tem um bom material fotográfico e deixa a história para a posteridade. Daqui a 20 anos, vão saber quem fui eu”

“O Samba da Mais Alta Patente” resgata parte da extensa trajetória do artista de maneira cronológica. No livro, são expostos a infância no Morro do Salgueiro, a mudança para a Mangueira, o primeiro parceiro musical (o padrasto Alfredo Português), as incursões no emblemático Zicartola e o reconhecimento como multiartista – além de cantor e compositor, ele é artista plástico, ator e escritor.

“Todos os momentos da minha carreira são importantes, mas guardo com carinho a época do grupo Rosa de Ouro e o filme (‘Nelson Sargento da Mangueira’, de Estevão Pantoja) com o qual ganhei um Kikito, no Festival de Gramado”

Autor de “Almanaque do Samba” e “O Rio Musical de Anacleto de Medeiros”, André Diniz define como “incrível” a experiência em escrever sobre Nelson Sargento. “Fomos conduzidos pela narrativa dele. Foi a chance de homenageá-lo ainda em vida. Nelson é uma pessoa dócil, sagaz e de uma memória privilegiada. Outra memória como a dele, só a do Monarco”, observa André.

Foto: Divulgação

 

 

COMENTE

SambaNelson sargentobiografiaandré dinizMonarcoMangueira
comunicar erro à redação