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São 20 modelos que protagonizam um ensaio composto por 40 fotografias. Em comum, a vida simples e a luta diária de trabalho como terceirizadas no Restaurante Universitário (RU) da Universidade de Brasília. A exposição, realizada por jovens do Diretório Acadêmico Quilombo em parceria com a Diretoria da Diversidade (DAC), mostra o lado feminino dessas trabalhadoras — invisibilizado pelo uniforme branco. A exposição estreia nesta quarta-feira (8/3), Dia Internacional das Mulheres.

As fotos, clicadas por Matheus Alvez, Juan e Boka, trazem à tona novas versões de mulheres como Evanilda dos Santos. Auxiliar de cozinha no RU, tem 37 anos e duas filhas. Ela sai de Brazlândia, às 4h30, para chegar ao trabalho às 6h40. Em 2 de março, deixou o jaleco para pôr a melhor roupa em frente às câmeras. “No início, eu senti muita vergonha, mas gostei.”

 

O ensaio pretende alertar para a necessidade de combater o racismo institucional, o subemprego e as desigualdades. “É uma forma de empoderar as mulheres negras, de deixá-las felizes e de dar visibilidade às pessoas muitas vezes invisíveis na sociedade”, diz Francisco Beserra, estudante de antropologia e um dos responsáveis pelo projeto.

A ideia surgiu durante a ocupação estudantil na UnB, quando o Diretório Acadêmico Quilombo, espaço para discussão racial, foi criado. “Os alunos do movimento são moradores de periferia, têm uma família humilde. É também uma forma de homenagear as nossas mães”, relata Francisco.

Nesta quarta (8), ocorre ainda a Tarde de Oxum, um evento voltado às trabalhadoras e que oferece corte de cabelos, maquiagem, bazar e música. Outras ações como palestras, debates, mostras de arte e cultura são realizadas na universidade nas primeiras semanas de março.

 

 

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