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Com a enorme repercussão gerada pelo fechamento da “Queermuseu” em Porto Alegre (RS), o circuito de artes visuais brasileiros passou a chamar atenção do público interessado no tema e também de leigos dispostos a enfrentar os próprios preconceitos.

Pensando nessas pessoas, o Metrópoles preparou uma lista com sete exposições abertas em Brasília que valem a pena serem visitadas. Confira:

“Conexões” e “Quando Tudo Deixar de Ser”, na Referência Galeria de Arte

 

A Referência Galeria de Arte abriga as mostras “Quando Tudo Deixar de Ser”, de Rogerio Ghomes, e “Conexões”, que reúne trabalhos de David Almeida, Patricia Furlong, Pedro Ivo Verçosa e Virgílio Neto.

A primeira mostra faz um recorte da obra de Rogerio Ghomes ao longo de 30 anos de trabalho. O ponto de partida é a Bienal de Havana, 1997, marco da internacionalização da sua produção até as séries mais recentes como “Barroc”, 2015, apresentada no última Bienal de Curitiba.

“Conexões” exibe três artistas brasilienses que se mudaram recentemente para São Paulo. Todos os trabalhos são recentes, produzidos em pintura, desenho e aquarela.

Até 23 de setembro, na Referência Galeria de Arte. Visitação de segunda a sexta, das 12h às 19h, e aos sábados, das 12h às 17h

“O Lugar do Outro Lugar”, na Elefante Centro Cultural

 

Ao questionar o significado de “outro”, o Coletivo 2E1, formado por 15 artistas de diferentes estados brasileiros e países, saem do abstrato e impalpável universo on-line para uma exposição no Elefante Centro Cultural.

A ideia do projeto “O Lugar do Outro Lugar” surgiu da necessidade dos artistas em entrar em contato com o público interessado em conhecer essa combinação de questões e e experimentos. Assim, a mostra apresenta obras sobre o imaginário que cada um carrega sobre esse grupo de “outros”, de “outros lugares”.

Até 14 de outubro no Elefante Centro Cultural (706 Norte, bloco C, loja 45). Visitação de segunda à sexta-feira, das 14h às 18h, e sábado com horário marcado pelo telefone 3541-3146

“Entre Nós – A Figura Humana no Acervo do Masp”, no CCBB

 

Os brasilienses podem ver obras de artistas como Goya, Van Gogh, Degas e Picasso na exposição “Entre Nós – A Figura Humana no Acervo do Masp”, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até terça-feira (19/9). São 110 peças emblemáticas do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp).

É a primeira vez que um volume tão expressivo de obras do Masp sai da sede, localizada no centro de São Paulo (SP). A mostra exibe peças pré-colombianas, brasileiras e europeias, além de material representativo de mestres das artes gótica, renascentista, barroca, academicista, modernista e contemporânea.

Até 19 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul, trecho 2). Visitação de terça a domingo, de 9h às 21h. Entrada franca

“Não Matarás – Em Tempos de Crise é Preciso Estar com os Artistas”, no Museu Nacional

 

Para compor a exposição, o curador Wagner Barja convidou 42 artistas brasileiros com peças capazes de dialogar com a coleção do espanhol José Zaragoza. Entre eles, Paul Setúbal e Christus Nóbrega, ambos finalistas do Prêmio Pipa On-line de 2017.

Além disso, Barja trouxe obras do acervo do Museu de Arte de Brasília (MAB), que está sob seus cuidados desde o fechamento em 2007. Por isso, será possível encontrar trabalhos feitos por artistas de renome no período da ditadura — como João Câmara, Bené Fonteles e Raymond Frajmund.

Até 29 de outubro no Museu Nacional (Setor Cultural Sul). Visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30. Classificação Indicativa livre

“Êxodos”, de Sebastião Salgado, na Caixa Cultural

 

O principal nome da fotografia brasileira, Sebastião Salgado, apresenta imagens tiradas em mais de 40 países na exposição “Êxodos”, em cartaz na Caixa Cultural. A exposição reúne o resultado de viagens de Salgado no período de seis meses.

“Êxodos” retrata pessoas que deixaram sua terra natal contra a própria vontade: migrantes, refugiados e exilados. Ao todo, são 60 pôsteres divididos em cinco temas centrais: África; Luta pela Terra; Refugiados e Migrados; Megacidades; e Retratos de Crianças.

Até 29 de outubro, na Caixa Cultural Brasília – Galeria Vitrine (SBS – Quadra 4 – Lotes 3/4). Visitação das 9h às 21h (de terça a domingo). Entrada franca. Classificação indicativa livre

“A Semântica do Vazio”, de Roland Gebhardt, na Galeria de Arte Karla Osório

 

A galeria Karla Osório apresenta obras inéditas do artista holandês Roland Gebhardt, um dos principais representantes do movimento minimalista de Nova York (EUA), que teve seu auge entre os anos 1970 e 1980. Usando matemática, geometria e a retirada de matéria para conceber uma nova identidade da forma, Roland cria uma obra significativa e que funciona esteticamente.

Compreender o processo de construção das peças de Gebhardt ajuda os visitantes a entenderem a essência de sua arte. Trata-se de um movimento: em primeiro lugar, ele retira qualquer conteúdo figurativo na busca pelo “vazio”; em seguida, volta a preencher a obra com significados mínimos e geométricos.

Até 14 de outubro, na Galeria Karla Osório localizada no Lago Sul (SMDB, Conjunto 13, Lote 18). Visitas devem ser agendadas diretamente com a galerista pelo telefone (61) 3367-6303

 

 

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