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Estreando como diretor de longa-metragem, o ator Guilherme Weber fechou a mostra competitiva do Festival de Brasília com o filme “Deserto”. “Tem muito a ver com esse momento que vivemos. O filme é sobre uma tentativa de fundar uma nação, uma utopia. Dedico aos atores”, enfatizou Weber. “Queria falar sobre o Brasil. O filme mostra a criação dessa identidade visual”, afirmou.

“Governos passarão e esse festival continuará”, disse Weber. “Uma honra apresentar o filme aqui. Desde pequeno, no Paraná, ouvia ecos desse festival e aprendi a amar o cinema brasileiro”, lembrou o ator e diretor.

Vania Catani, produtora do filme, reforçou o tom de protesto da classe artística. “Isso aqui é sério”, disse, mostrando a camiseta com os dizeres Cinema Contra o Golpe. “Não estamos numa bolha, não”.

A equipe do curta paulista “O Cuidado que se Tem com o Cuidado que os Outros Devem Ter Consigo Mesmos”. “Nunca fiquei tão feliz de estar nesse festival. O filme foi construído a partir dos atores”, disse o diretor Gustavo Vinagre.

Caetano Gotardo e Nash Laila compõem o elenco. “Muito emocionante exibir filme aqui nessa sala cheia”, disse. “A resistência é muito necessária, sempre. O filme nasce de uma inquietação muito grande. O festival esse ano se ampliou de uma maneira muito bonita”, completou Gotardo.

Guilherme Weber comentou ainda sobre o elenco do filme, que conta com o veterano ator Lima Duarte. “São atores deslumbrantes. Todos vêm com uma carga simbólica muito grande. Chamei artistas de todo o Brasil”, completou.

 

 

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49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
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