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Quem usa o Netflix sabe que é preciso garimpar para fugir do óbvio. A oferta de filmes nacionais, por exemplo, não é lá das melhores. Em termos de acervo, o Net Now cataloga longas nacionais de diversas épocas, enquanto a concorrente foca nos contemporâneos. Uma breve peneira, porém, revela algo interessante: seis filmes assinados por diretores de Brasília.

Vencedor do Festival de Brasília 2014, “Branco Sai, Preto Fica” traz assinatura do ceilandense Adirley Queirós, um dos mais inventivos cineastas do DF na atualidade. Outro bom diretor representado é José Eduardo Belmonte, com a recente comédia dramática “Entre Idas e Vindas”.

Veja a lista dos seis filmes de diretores brasilienses disponíveis na Netflix:

“Branco Sai, Preto Fica” (2014)
Adirley Queirós mistura documentário e ficção científica para mergulhar em questões sociais como racismo e violência policial. O diretor deve retornar ao universo distópico em “Era uma Vez Brasília”, previsto para o segundo semestre. Também é dele “A Cidade É uma Só?”, poderoso filme sobre deslocamentos e identidades urbanas em Brasília.

“Entre Idas e Vindas” (2016)
No road movie ensolarado de José Eduardo Belmonte, um pai pega a estrada em busca da mãe de seu filho e conhece um quarteto de atendentes de telemarketing. O prolífico diretor assina a ainda inédita série “Carcereiros”, que teve lançamento adiado pela TV Globo por causa da recente onda de violência nos presídios brasileiros.

“Faroeste Caboclo” (2013)
Inspirado no épico hit da Legião Urbana, o diretor René Sampaio expande a mitologia de João de Santo Cristo e Maria Lúcia ao compor um romance policial com os tons pastéis do Cerrado. Em dezembro de 2016, o cineasta apresentou o telefilme “Amor ao Quadrado”, sobre dois anjos cupidos que tentam juntar três casais ao longo de um dia em Brasília.

“Federal” (2010)
Coprodução entre Brasil e Colômbia, o filme de Erik de Castro acompanha as investigações da Polícia Federal sobre um traficante que atuava em Brasília. Tentativa de aproveitar a boa época para filmes de ação no Brasil – “Federal” foi lançado semanas após “Tropa de Elite 2” –, o longa reúne Selton Mello, Carlos Alberto Riccelli e o americano Michael Madsen, conhecido pelas parcerias com Quentin Tarantino (“Cães de Aluguel”, “Kill Bill”, Os Oito Odiados”).

“Uma Loucura de Mulher” (2016)
Produtor de “Rock Brasília – Era de Ouro” (2011) e “O Último Cine Drive-in” (2015), Marcus Ligocki Jr. estreou na direção com esta comédia sobre política e relacionamentos ambientada em Brasília. Com Mariana Ximenes e Bruno Garcia no elenco, o longa teve filmagens realizadas no Rio de Janeiro e cenas de apartamento rodadas em um estúdio de cinema montado Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

“O Último Cine Drive-in” (2015)
Após boa carreira em festivais (Gramado e Rio) e passagem pelo circuito comercial em 2015, o longa de estreia de Iberê Carvalho venceu o Prêmio Netflix 2016: troféu e distribuição mundial pelo canal de streaming. Na trama, um filho (Breno Nina) visita Brasília para ver a mãe doente (Rita Assemany) e reencontrar o áspero pai (Othon Bastos), dono de um cinema drive-in prestes a fechar.

 

 

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