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Jean-Luc Godard, aos 86 anos, prepara o longa “Image et Parole” (“Imagem e Palavra”, em tradução livre), uma inédita exploração do cineasta francês sobre o mundo árabe. Descrito como uma mistura de realidade e ficção, o filme deve ficar pronto em 2017 e pode ser lançado ainda esse ano.

Detalhes sobre o filme surgiram recentemente em entrevista de Vincent Maraval, diretor da distribuidora Wild Bunch, ao site de cinema “Screen Daily”. Em produção há dois anos, é o primeiro trabalho do diretor desde “Adeus à Linguagem” (2014), rodado em 3D.

Rodado em vários países árabes, o longa “é uma reflexão sobre o mundo árabe de hoje, entre outros assuntos”, segundo Maraval. “Esperávamos que ficasse pronto a tempo de Cannes, mas não vai”, completou.

Uma entrevista recente de Godard ao site russo “Seance” fornece mais informações sobre “Image et Parole”. “A ação ocorre em um dos países onde existe petróleo. As pessoas estão satisfeitas com esse estado de coisas, mas o governante pretende controlar outros países árabes”, disse um dos mestres da Nouvelle Vague.

Godard também conta que “filmou sem atores, eles não precisa de mim aqui” e define o longa como uma “espécie de parábola”. Ao que parece, “Image et Parole” pode ser mais um dos vários ensaios do autor, como “Filme Socialismo” (2010).

Reprodução/IMDb

Louis Garrel vive Godard em cinebio prevista para 2017

 

Sobre cinebiografia: “ideia estúpida”
Enquanto termina “Image et Parole”, Godard também tem uma ou duas coisas a dizer sobre a cinebiografia “Redoutable”. Vencedor do Oscar por “O Artista” (2011), Michel Hazanavicius retorna aos anos 1960 para mostrar bastidores das filmagens de “A Chinesa” (1967) e o relacionamento do cineasta com Anne Wiazemsky, atriz principal do clássico.

Louis Garrel, conhecido por “Os Sonhadores” (2003) e “Canções de Amor” (2007), encarna o diretor. Godard vê o projeto como uma “ideia estúpida”. “Ah, não quero nem ouvir falar disso. Não gosto. Na verdade, não me importo”.

 

 

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