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Como previsto, o Cine Brasília teve casa cheia para a sessão de “Malícia”, único filme brasiliense presente na mostra competitiva do 49° Festival de Brasília. O drama sobre voyeurismo tem direção de Jimi Figueiredo e no elenco nomes como Vivianne Pasmanter, Marisol Ribeiro, Murilo Grossi e Sérgio Sartório.

Uma numerosa equipe apresentou o longa brasiliense. “O filme fala muito sobre esse nosso vício em internet”, disse Marisol. Os diretores Keyci Martins, Breno Nina e equipe subiram ao palco para apresentar o curta “Bodas de Papel”. “Coragem é uma coisa que temos que ter sempre, como diria minha mãe. Temer, jamais”, disse Keyci, em sua primeira experiência como cineasta.

É o primeiro filme produzido pela Escola de Cinema do Maranhão. “Conseguimos ter um governo de esquerda e democrático, após anos com a família Sarney. E o governador, com poucos dias de cinema, criou um edital de R$ 3 milhões”, disse um dos produtores.

“Demônia — Melodrama em 3 Atos”, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet, foi o outro a ser mostrado na última sessão de domingo. “As conquistas de fomento e regulação não são de governo nenhum, seja ele legítimo ou ilegítimo. Retrocesso, não”, disse Baladez.

Momento inusitado
Logo após a apresentação do curta “Bodas de Papel”, o pernambucano Cláudio Assis, vencedor do festival em 2015 por “Big Jato”, subiu ao palco, pediu o microfone e protagonizou um momento inusitado.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Com seu ar de boêmio e poeta beatnik de sempre, Assis endereçou críticas a Marcos Petrucelli, jornalista da “CBN” que protagonizou polêmica ao integrar a comissão de seleção brasileira do Oscar 2017 e criticar Kleber Mendonça Filho, de “Aquarius”, antes de ter visto o filme.

“Que vinho ruim o tal do Petrucelli”, disse ele, com um bilhete na mão. A música subiu para intimar Assis a deixar o palco, mas ele continuou. “Abaixo a censura. Brasília é do caralho, desculpa”, finalizou.

 

 

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