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Dependendo do ponto de vista de quem assiste, não existe isso de animação para maiores. Os filmes da Pixar e do estúdio japonês Ghibli conseguem ser universais. Revelam cores, fantasias e aventuras que parecem voltadas somente para crianças, quando na verdade se comunicam perfeitamente com os crescidos. Mas há, claro, atrações animadas recomendadas para plateias mais experientes. É o caso de “Festa da Salsicha” (leia crítica), com palavrões, violência e sexo.

As animações para maiores costumam aparecer com mais frequência na TV. A pioneira série “Os Simpsons” abriu espaço para outros tantos programas de sucesso, como “South Park”, “Family Guy”, “Futurama” e “Bojack Horseman”.

Na telona, esses desenhos são raridade: um ou dois por ano, sem contar as frequentes versões de histórias em quadrinhos e graphic novels de super-herói. Em 2016, também estreou “Anomalisa” (leia crítica), primeiro filme animado para adultos a concorrer ao Oscar.

Na listinha abaixo, lembramos outro cinco exemplos de animação para maiores:

Ghibli/Divulgação

“Vidas ao Vento” (2013)
Criador do estúdio Ghibli e maior diretor de animação da história do cinema, o japonês Hayao Miyazaki se aposentou com a cinebiografia de Jiro Horikoshi, que projetou aviões para a Segunda Guerra Mundial. Dramas pessoais e profissionais envolvem o perfil. Um desfecho realista para uma carreira que entregou as obras-primas de fantasia “A Viagem de Chihiro” (2001) e “Princesa Mononoke” (1997).

Disponível em DVD e Blu-ray

Icon/Divulgação

“Mary e Max – Uma Amizade Diferente” (2009)
Cultuada pelos fãs da técnica stop-motion, a animação de Adam Elliot é ambientada nos anos 1970 e narra o contato via carta entre dois solitários: uma garota australiana de 8 anos (voz de Toni Collette) e um quarentão nova-iorquino (Philip Seymour Hoffman). A correspondência segue por duas décadas, entre confissões e desentendimentos.

Disponível na iTunes e Net Now

Sony/Divulgação

“Valsa com Bashir” (2008, foto no topo)
O israelense Ari Folman (“Congresso Futurista”) cria uma espécie de autobiografia documental sobre suas experiências e memórias na Guerra do Líbano, em 1982. Uma das animações mais reconhecidas dos últimos tempos: concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes e ao Oscar de filme estrangeiro. Também em 2008, estreou “$9.99”, outra produção animada de Israel.

Disponível na Google Play e iTunes

Paramount/Divulgação

“Team America – Detonando o Mundo” (2004)
Assinada pelos criadores da série “South Park”, a animação satiriza Hollywood, política externa americana e celebridades usando marionetes tresloucadas (e excitadas). Gary Johnston, um famoso ator da Broadway, volta a participar de uma organização anti-terrorista para conter as ameaças lideradas pelo ditador Kim Kong Il, da Coreia do Norte.

Disponível na Google Play e iTunes

Fox/Divulgação

“Waking Life” (2001)
Em termos simples, um filme sobre sonhar acordado com referências que vão da literatura ao existencialismo. Usando a técnica da rotoscopia, em que os desenhos são feitos sobre imagens dos atores, Richard Linklater reflete sobre a natureza dos sonhos. Ele também usou a estética de captura em “O Homem Duplo” (2006), adaptação do livro de Philip K. Dick.

Disponível na iTunes 

 

 

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festa da salsichasausage partymary e maxvidas ao ventoHayao Miyazaki
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